Jornal Estado de Minas 12.12.2009
VENCER O MEDO
País se defronta com desafio de enfrentar a violência e construir uma sociedade pacífica.
O antropólogo Luiz Eduardo Soares, que foi subsecretário de segurança e coordenador de segurança, justiça e cidadania do Estado do Rio de Janeiro, afirma "O que acontece no Rio é uma tragédia".
Diz ele – Considerando-se apenas os crimes letais por açóes intencionais, há cerca de 50 mil por ano no Brasil. Por outro lado, a brutalidade policial é das mais graves do mundo. Só as polícias do Rio matam mais de mil pessoas por ano. Importante é registar que a imensa maioria das vítimas letais de crimes são jovens do sexo masculino, entre 15 e 24 anos, pobres e frequentemente, negros.
A velha e desgastada "política do confronto" predomina. Tudo se reduz a incursões bélicas ás favelas, em que morrem policiais, inocentes das comunidades e suspeitos.
Comentário
O que nos é dado a observar, é que existe uma perturbação da vida das pessoas das respectivas comunidades, com policiais na rua, trocando tiro com bandido, em que as balas perdidas encontram sempre alguém ao sair da escola, ou na vinda do trabalho.
Não parece existir qualquer dúvida que as incursões bélicas nas favelas são inadequadas, não resolvem o problema, altera a vida das pessoas, matam-se inocentes, e deixam no terreno muito ódio e problemas psicológicos por resolver.
Sujeita-se os policiais a uma tensão psíquica semelhante a uma guerra, em que as condições de equilíbrio emocional ficam seriamente comprometidas.
A inteligência policial deve ser incentivada e desenvolvida, cuja finalidade possa reduzir os danos provenientes de uma incursão policial.
Depois de mortos todos são bandidos, logo desmentido por familiares que afirmam serem bons rapazes, que trabalhavam, ou estudavam e não estariam metidos naquele assunto.
domingo, 13 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Sentimentos trocados
Quem teve a paciência de me ler em alguns artigos anteriores, observou que dei algum ênfase ao corpo que sente, como forma primária da existência do ser humano, cujo princípio de racionalidade é uma forma posterior, ou seja, uma possibilidade que é conferida á nossa espécie, que não encontramos noutros animais.
A filosofia entende que sem sentido, não pode existir pensamento, o que nos leva a considerar que pensamos de acordo com aquilo que sentimos.
A linguagem coloca nas palavras o sentido e provoca a frase, a partir de uma forma referencial que tem em conta o sujeito, ou aquilo que o satisfaz, e toda uma série de outros elementos comparativos, através dos quais podemos deduzir e construir a frase pretendida.
O que tenho constatado em consultório, é que sentimentos assumidos pelo o sujeito, entendido na sua forma verbal, em muitos casos, para não dizer na sua grande maioria, não correspondem ao que o sujeito na realidade sente.
Assim, o que o sujeito diz ser, apenas parece corresponder a um desejo, que o Não – Ser, ou seja o corpo, reclama, emergindo daí um certo dito, que não consegue em momento algum apagar o não dito de que o corpo reclama.
Eu tenho um poder forte, e já decidi que homem algum vai mandar mais na minha vida, dizia a paciente. O que parecia desconhecer é que tal sentimento emergiu de um sentimento de impotência perante a adversidade.
A senhora tornou a sua aparência dura, forte, por medo de ser submissa de novo a um poder não desejado.
Uma outra dizia sentir uma paixão muito forte pelo o pai.
No decurso de algumas sessões de análise, e perante o material verbal recolhido, fiz-lhe a proposta, de fazer um trabalho de casa, cuja tentativa seria definir a diferença entre paixão e compaixão.
Na sessão seguinte foi firme ao dizer que afinal o que sentia pelo o pai era na realidade compaixão, e não paixão.
Muitas outras são agressivas na tentativa de superar o medo interior que se apodera delas.
Já para não falar naqueles que dizem matar por amor.
Mais alguns exemplos poderia dar, mas estes bastam para me convencerem de que o sentir, como fundamento de uma máquina biológica, é mais importante que o próprio pensamento no comportamento humano.
Porque se assim não fora, bastaria pensar para alterar a nossa postura, e como todos sabem tal não corresponde á realidade.
O sentido na maioria dos casos parece estar para além do cognoscível.
A filosofia entende que sem sentido, não pode existir pensamento, o que nos leva a considerar que pensamos de acordo com aquilo que sentimos.
A linguagem coloca nas palavras o sentido e provoca a frase, a partir de uma forma referencial que tem em conta o sujeito, ou aquilo que o satisfaz, e toda uma série de outros elementos comparativos, através dos quais podemos deduzir e construir a frase pretendida.
O que tenho constatado em consultório, é que sentimentos assumidos pelo o sujeito, entendido na sua forma verbal, em muitos casos, para não dizer na sua grande maioria, não correspondem ao que o sujeito na realidade sente.
Assim, o que o sujeito diz ser, apenas parece corresponder a um desejo, que o Não – Ser, ou seja o corpo, reclama, emergindo daí um certo dito, que não consegue em momento algum apagar o não dito de que o corpo reclama.
Eu tenho um poder forte, e já decidi que homem algum vai mandar mais na minha vida, dizia a paciente. O que parecia desconhecer é que tal sentimento emergiu de um sentimento de impotência perante a adversidade.
A senhora tornou a sua aparência dura, forte, por medo de ser submissa de novo a um poder não desejado.
Uma outra dizia sentir uma paixão muito forte pelo o pai.
No decurso de algumas sessões de análise, e perante o material verbal recolhido, fiz-lhe a proposta, de fazer um trabalho de casa, cuja tentativa seria definir a diferença entre paixão e compaixão.
Na sessão seguinte foi firme ao dizer que afinal o que sentia pelo o pai era na realidade compaixão, e não paixão.
Muitas outras são agressivas na tentativa de superar o medo interior que se apodera delas.
Já para não falar naqueles que dizem matar por amor.
Mais alguns exemplos poderia dar, mas estes bastam para me convencerem de que o sentir, como fundamento de uma máquina biológica, é mais importante que o próprio pensamento no comportamento humano.
Porque se assim não fora, bastaria pensar para alterar a nossa postura, e como todos sabem tal não corresponde á realidade.
O sentido na maioria dos casos parece estar para além do cognoscível.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
RECATO necessário
RECATO necessário
" Perda de valores, excesso de exposição, valorização do dinheiro com o signo de sucesso e ausência de utopia marcam a sociedade e penalizam sobretudo os jovens, tornados mercadorias rentáveis ".
Título de um artigo no jornal Estado de minas // Pensar
Sábado, 28 Novembro 2009
Da autoria de Inez lemos - Psicanalista
Referencia no inicio do seu artigo a romancista Simone de Beauvoir, companheira do filósofo Jean-Paul Sarte, cuja vida está a ser levada a palco pela atriz Fernanda Montenegro, com a peça de teatro " Viver sem tempos mortos ", com enorme sucesso,
segundo a colunista.
Acrescenta de seguida, que Fernanda Montenegro, ao encarnar Simone, metaforiza a época em que o pensamento encantava o mundo com sua pujança e júbilo.
De onde se presume que o pensamento de hoje, já não o consegue fazer, talvez porque aquilo que pensamos em nada acrescenta ao que foi dito por outros homens que viveram antes de nós, nem deles bebemos o mais saber.
Se assim é, devemos aprender com eles a pensar.
Na referência a "empobrecimento simbólico " , embora não perceba exatamente o que pretende dizer com a frase, dado que todos somos ricos nessa matéria, porque sem o simbólico não existe sujeito, afirma o seguinte :
Tudo vale para ocupar o vazio de utopia e esperança Um jovem precisa encontrar algo a que se apegar – sem utopia, viver é pesadelo.
Quando o vazio não está preenchido, não existe Ser, e se existe, não consegue estar sem preencher seu espaço interior e exterior, mesmo que seja á custa de maconha, ou da exposição pública.
Afirma de seguida, que ao cultuarmos aparência, espetáculo e sucesso instantâneo, denunciamos nossa opção ao narcisismo e ao hedonismo.
E se bem me recordo Simone de Beauvoir até na união com Sartre era hedonista.
A certa altura do seu artigo diz assim – Quem não se alimenta do belo (arte, filosofia), se alimenta da carne.
A ambivalência do discurso, é sempre a tentativa de afirmação do sujeito, que por via disso tenta negar o outro.
A seguir escreve o seguinte – " Deliciamo-nos com uma mídia obscena e extravagante, que gosta de exibir mulheres nuas. Cultuamos o exagero, o sórdido e o estupor, divertimo-nos com a maledicência. Somos a república da perversão, cujo entretenimento dos jovens é sair de madrugada espancando mendigos, índios, prostitutas e homossexuais.
Qualquer corpo de fora, fofoca e traição viram notícia, produz celebridades e revertem bons chachês na Playboy. Do cabaré de Brasília ao big brother, a ordem é arriscar alguns minutos de glória. Estamos sempre sendo convocados á falta de decoro e honradez.
O Brasil é um convite á libertinagem ?
Que venha a mídia, eu quero mais é ser desejada, virar artista, ganhar muito dinheiro, trabalhar pouco e ser respeitada, pois pobre neste país não vale nada.
Eu acrescentaria, como um velho escritor Português, que era mestre no saber acerca de abelhas, que num dos seus livros dizia assim:
A televisão faz calar os inteligentes e falar os burros.
Ou seja, parece ser mais uma questão de oportunidade que nos leva a ser considerados, ganhando fama e dinheiro com isso, do que propriamente ser mestre naquilo que transmitimos.
A escolha será sempre de quem nos escuta e lê, e porque é importante estar e manter-se na vitrine, somos tentados a fazer e a dizer aquilo que a maioria deseja ouvir.
A diferença dos homens que botaram discurso e fizeram história no passado para os de hoje, reside no fato de que eles não se preocupavam com o pensamento alheio, mesmo que lhes queimassem os livros em praça pública, e ficassem na miséria, continuavam a expor os seus pensamentos por mais polémicos que fossem.
Coisa que não acontece hoje, porque pobre não pode ser filósofo.
" Perda de valores, excesso de exposição, valorização do dinheiro com o signo de sucesso e ausência de utopia marcam a sociedade e penalizam sobretudo os jovens, tornados mercadorias rentáveis ".
Título de um artigo no jornal Estado de minas // Pensar
Sábado, 28 Novembro 2009
Da autoria de Inez lemos - Psicanalista
Referencia no inicio do seu artigo a romancista Simone de Beauvoir, companheira do filósofo Jean-Paul Sarte, cuja vida está a ser levada a palco pela atriz Fernanda Montenegro, com a peça de teatro " Viver sem tempos mortos ", com enorme sucesso,
segundo a colunista.
Acrescenta de seguida, que Fernanda Montenegro, ao encarnar Simone, metaforiza a época em que o pensamento encantava o mundo com sua pujança e júbilo.
De onde se presume que o pensamento de hoje, já não o consegue fazer, talvez porque aquilo que pensamos em nada acrescenta ao que foi dito por outros homens que viveram antes de nós, nem deles bebemos o mais saber.
Se assim é, devemos aprender com eles a pensar.
Na referência a "empobrecimento simbólico " , embora não perceba exatamente o que pretende dizer com a frase, dado que todos somos ricos nessa matéria, porque sem o simbólico não existe sujeito, afirma o seguinte :
Tudo vale para ocupar o vazio de utopia e esperança Um jovem precisa encontrar algo a que se apegar – sem utopia, viver é pesadelo.
Quando o vazio não está preenchido, não existe Ser, e se existe, não consegue estar sem preencher seu espaço interior e exterior, mesmo que seja á custa de maconha, ou da exposição pública.
Afirma de seguida, que ao cultuarmos aparência, espetáculo e sucesso instantâneo, denunciamos nossa opção ao narcisismo e ao hedonismo.
E se bem me recordo Simone de Beauvoir até na união com Sartre era hedonista.
A certa altura do seu artigo diz assim – Quem não se alimenta do belo (arte, filosofia), se alimenta da carne.
A ambivalência do discurso, é sempre a tentativa de afirmação do sujeito, que por via disso tenta negar o outro.
A seguir escreve o seguinte – " Deliciamo-nos com uma mídia obscena e extravagante, que gosta de exibir mulheres nuas. Cultuamos o exagero, o sórdido e o estupor, divertimo-nos com a maledicência. Somos a república da perversão, cujo entretenimento dos jovens é sair de madrugada espancando mendigos, índios, prostitutas e homossexuais.
Qualquer corpo de fora, fofoca e traição viram notícia, produz celebridades e revertem bons chachês na Playboy. Do cabaré de Brasília ao big brother, a ordem é arriscar alguns minutos de glória. Estamos sempre sendo convocados á falta de decoro e honradez.
O Brasil é um convite á libertinagem ?
Que venha a mídia, eu quero mais é ser desejada, virar artista, ganhar muito dinheiro, trabalhar pouco e ser respeitada, pois pobre neste país não vale nada.
Eu acrescentaria, como um velho escritor Português, que era mestre no saber acerca de abelhas, que num dos seus livros dizia assim:
A televisão faz calar os inteligentes e falar os burros.
Ou seja, parece ser mais uma questão de oportunidade que nos leva a ser considerados, ganhando fama e dinheiro com isso, do que propriamente ser mestre naquilo que transmitimos.
A escolha será sempre de quem nos escuta e lê, e porque é importante estar e manter-se na vitrine, somos tentados a fazer e a dizer aquilo que a maioria deseja ouvir.
A diferença dos homens que botaram discurso e fizeram história no passado para os de hoje, reside no fato de que eles não se preocupavam com o pensamento alheio, mesmo que lhes queimassem os livros em praça pública, e ficassem na miséria, continuavam a expor os seus pensamentos por mais polémicos que fossem.
Coisa que não acontece hoje, porque pobre não pode ser filósofo.
domingo, 6 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Didática e ética II
Os grandes centros populacionais e os meios de comunicação, com maior ênfase para internet, permitem a qualquer momento a relação do sujeito que padece com muitos outros seres humanos, permitindo-lhe a descarga de energia, trazendo como consequência o alívio de uma tensão interior, a ansiedade, garantindo-lhe a sensação de um certo bem estar, não tocando porém, ou deixando mais ou menos intacto o núcleo patológico. Dada a própria evolução da sociedade e da tecnologia, que permite a comunicação imediata e fácil com os mais diversos temas, em que a ocupação intelectual para uns parece ser a solução para todos os transtornos psíquicos, exceto para aqueles que procuram sites eróticos e até pornográficos.
De uma forma ou de outra ajuda a vincular o sujeito ao seu Eu, o afastando do sintoma, porque falar e escrever é afirmar-se.
Como resultante temos a fuga ao sintoma, não permitindo o isolamento do sujeito, em que só o faz, quando bastante debilitado, sendo nessa altura que por vezes sente a necessidade de submeter-se á analise.
Como o hábito faz o monge, ele vem á procura de um milagre ou de um poder mágico que possa arrancar de vez do peito aquela ansiedade que o incomoda.
Perceba-se o absurdo, o sujeito pretende encontrar o remédio para o corpo, não entendendo que a sua alma padece.
Agora vem a contradição, como alguém procura um poder mágico e o milagre em algo que parece estar para além dos homens, num outro homem qualquer ?
Conclusão, milagres e magia não existem na realidade terrena.
Mas como interpretar a fala do sujeito, que foi motivo deste artigo ?
Parece existir um medo oculto que o impede de sujeitar-se a análise, em virtude do seu desejo de manter-se virgem, impedindo desse modo que possa ser invadido na sua interioridade, de algo que considera maligno, em que deixa transparecer a sua intolerância e prepotência.
Ë precisamente esse poder narcisista que sai reforçado desses anos de fuga ao sintoma, que coloca em causa os princípios da psicanálise, a partir do momento que o próprio psicanalista deixa-se submeter a um desejo do analisando, em que este tenta conduzir a forma como deve ser exercida a psicanálise.
Não é apenas uma questão técnica de atendimento, mas didática, cujas sessões seguintes devem incidir sobre este tema, para que possa ser possível dissolver o romance familiar, em que o analisando está a colocar o psicanalista.
Se o analista não conseguir resolver esse conflito, talvez seja preferível romper com o analisando, para que não aconteçam casos como estes, da eternezição do analisando e do patológico.
Se a psicanálise é diferente, só sendo na realidade diferente de outras disciplinas, poderá na realidade impor-se.
De uma forma ou de outra ajuda a vincular o sujeito ao seu Eu, o afastando do sintoma, porque falar e escrever é afirmar-se.
Como resultante temos a fuga ao sintoma, não permitindo o isolamento do sujeito, em que só o faz, quando bastante debilitado, sendo nessa altura que por vezes sente a necessidade de submeter-se á analise.
Como o hábito faz o monge, ele vem á procura de um milagre ou de um poder mágico que possa arrancar de vez do peito aquela ansiedade que o incomoda.
Perceba-se o absurdo, o sujeito pretende encontrar o remédio para o corpo, não entendendo que a sua alma padece.
Agora vem a contradição, como alguém procura um poder mágico e o milagre em algo que parece estar para além dos homens, num outro homem qualquer ?
Conclusão, milagres e magia não existem na realidade terrena.
Mas como interpretar a fala do sujeito, que foi motivo deste artigo ?
Parece existir um medo oculto que o impede de sujeitar-se a análise, em virtude do seu desejo de manter-se virgem, impedindo desse modo que possa ser invadido na sua interioridade, de algo que considera maligno, em que deixa transparecer a sua intolerância e prepotência.
Ë precisamente esse poder narcisista que sai reforçado desses anos de fuga ao sintoma, que coloca em causa os princípios da psicanálise, a partir do momento que o próprio psicanalista deixa-se submeter a um desejo do analisando, em que este tenta conduzir a forma como deve ser exercida a psicanálise.
Não é apenas uma questão técnica de atendimento, mas didática, cujas sessões seguintes devem incidir sobre este tema, para que possa ser possível dissolver o romance familiar, em que o analisando está a colocar o psicanalista.
Se o analista não conseguir resolver esse conflito, talvez seja preferível romper com o analisando, para que não aconteçam casos como estes, da eternezição do analisando e do patológico.
Se a psicanálise é diferente, só sendo na realidade diferente de outras disciplinas, poderá na realidade impor-se.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Metafísica ( II )
A metafísica não tem em conta o pensamento humano, mas antes as manifestações do corpo, inserido num campo de ação, onde circulam forças de energia, que promovem o movimento dos corpos.
O pensamento humano deve ser entendido como a consequência derivada desse campo energético, como algo adquirido e posterior ao próprio processo metafísico.
A primeira representação, são as manifestações do próprio corpo que o ente representa, que se faz representar através de forças energéticas, que geram o movimento e darão lugar á expressão.
A primeira conclusão é que a expressão só pode ser observada, pela existência de uma impressáo, como algo inato ou adquirido que a antecede.
A partir da metafísica podemos observar a história do ser como subjetivo, e do corpo como objetivo, dado que depende da relação com outros corpos que contém em si, a sua própria história, como a realidade manifesta de um corpo.
O que encontramos para além da metafísica, são outros objetos, que nos permite uma relação ontológica, em que o movimento endógeno no sentido exógeno, e no sentido contrário, tende a determinar uma determinada postura, que é garantida pela expressão.
Quando essa relação ontológica apresenta apenas uma base energética sem conteúdo, apenas uma imagem, estamos a falar de metafísica e de imanência.
Quando ela está associada a formas conceptuais devemos falar em metapsicologia.
A segunda conclusão que podemos tirar, é a necessidade da relação com os objetos, cuja finalidade é a auto satisfação.
Recordemos Freud quando afirma nos seus escritos “ Os três ensaios sobre a teoria da sexualidade “ser a auto erotização um processo natural de satisfação e de prazer, que tem sua base impressa no próprio corpo.
A terceira conclusão derivada da anterior, é que aquilo que se encontra impresso no corpo, entenda-se como verdadeira ou não, tende a expressar-se como necessidade, cuja manifestação só pode dar-se através do movimento, que só é possível devido a uma energia, e a um campo de ação energético.
Se nos detivermos na palavra “ impressão “, percebemos que só impressionado o corpo reage, e que ele só se impressiona, quando algo está, ou parece estar para além da sua própria impressáo.
O que nos leva a considerar que o corpo não é impressionado, enquanto persistir uma identidade de forças interiores e exteriores, em que a questão da ausência, ou de um diferencial mínimo de potência entre a interioridade e o exterior, parece garantir a constância, ou a estabilidade do próprio corpo.
Talvez por isso, quando identificados através da ausência de um diferencial de potencial, nos garanta a sensação que dois corpos distintos, pareçam iguais, devido á ausência de material diversificado que possa originar a diferencia de potencial, a que chamamos de mesmice.
No entanto tal estado, ao fim de um certo tempo começa a causar incómodo, dado que devido a ele parece existir uma certa imobilidade do corpo, causadora de irritação, que necessita do movimento para constantemente organizar-se.
O pensamento humano deve ser entendido como a consequência derivada desse campo energético, como algo adquirido e posterior ao próprio processo metafísico.
A primeira representação, são as manifestações do próprio corpo que o ente representa, que se faz representar através de forças energéticas, que geram o movimento e darão lugar á expressão.
A primeira conclusão é que a expressão só pode ser observada, pela existência de uma impressáo, como algo inato ou adquirido que a antecede.
A partir da metafísica podemos observar a história do ser como subjetivo, e do corpo como objetivo, dado que depende da relação com outros corpos que contém em si, a sua própria história, como a realidade manifesta de um corpo.
O que encontramos para além da metafísica, são outros objetos, que nos permite uma relação ontológica, em que o movimento endógeno no sentido exógeno, e no sentido contrário, tende a determinar uma determinada postura, que é garantida pela expressão.
Quando essa relação ontológica apresenta apenas uma base energética sem conteúdo, apenas uma imagem, estamos a falar de metafísica e de imanência.
Quando ela está associada a formas conceptuais devemos falar em metapsicologia.
A segunda conclusão que podemos tirar, é a necessidade da relação com os objetos, cuja finalidade é a auto satisfação.
Recordemos Freud quando afirma nos seus escritos “ Os três ensaios sobre a teoria da sexualidade “ser a auto erotização um processo natural de satisfação e de prazer, que tem sua base impressa no próprio corpo.
A terceira conclusão derivada da anterior, é que aquilo que se encontra impresso no corpo, entenda-se como verdadeira ou não, tende a expressar-se como necessidade, cuja manifestação só pode dar-se através do movimento, que só é possível devido a uma energia, e a um campo de ação energético.
Se nos detivermos na palavra “ impressão “, percebemos que só impressionado o corpo reage, e que ele só se impressiona, quando algo está, ou parece estar para além da sua própria impressáo.
O que nos leva a considerar que o corpo não é impressionado, enquanto persistir uma identidade de forças interiores e exteriores, em que a questão da ausência, ou de um diferencial mínimo de potência entre a interioridade e o exterior, parece garantir a constância, ou a estabilidade do próprio corpo.
Talvez por isso, quando identificados através da ausência de um diferencial de potencial, nos garanta a sensação que dois corpos distintos, pareçam iguais, devido á ausência de material diversificado que possa originar a diferencia de potencial, a que chamamos de mesmice.
No entanto tal estado, ao fim de um certo tempo começa a causar incómodo, dado que devido a ele parece existir uma certa imobilidade do corpo, causadora de irritação, que necessita do movimento para constantemente organizar-se.
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