quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Magia Negra
Na sequência da notícia, com o título – Que Deus nos perdoe – sou levado a tecer algumas comentários, dado que um dos indiciados do crime, é " Pai de santo", neste caso uma mulher, que ajudou o "louco "a cometer tal barbaridade.
A anestesia para o ritual era garantida pelo vinho, dado até ao desmaio.
Para a maioria ele é louco, mas pelos vistos para aquela mulher ele não o era.
Ou será que ela também louca ?
A notícia abalou o Brasil, como aliás tantas outras, quando se trata da degola de inocentes, em que se reclama por justiça, porque só loucos podem cometer tais atrocidades.
Está explicado, são loucos.
Mas ninguém pergunta por aqueles que os levaram á loucura, através de palavras malditas, que criaram fantasmas e figuras demoníacas, que alguns dizem possuir poderes mágicos.
A esses ninguém lhes pede responsabilidades por aquilo que dizem e afirmam saber, como se tivessem certeza de alguma coisa, quando apenas somos seres ignorantes ao sabor da mãe natureza.
A crença de que as almas do além podem manter contato com o mundo dos vivos, aos quais se pedem sacrifícios, como forma de purificação, já vem desde os primórdios da existência humana. O processo de reencarnação, a partir do qual o espírito pode evoluir moral e intelectualmente, necessita da própria morte do indivíduo para que se possa processar.
Afirmam até, que em vidas sucessivas, o espírito, ocupando diferentes corpos materiais, ele se aprimora e se redime de seus erros.
Conclusão – vale a pena o sacrifício e a própria morte, porque de volta vem a compensação.
Se todos afirmam que determinada pessoa é inútil, que se sente repudiado, em vez de amado, a culpa será dele, que não tem valores morais, nem intelectuais, que possam levar os outros a amá-lo, a ser considerado e respeitado, pelo que se essa idéia passar a obsessão mental, poderá muito bem acabar com a sua própria vida, ou de um outro qualquer, como parece ser este caso.
Podem afirmar que ninguém disse para as pessoas em questão, cometerem tal loucura.
Mas o que parece restarem poucas dúvidas é que foi devido a essas idéias mágicas, que alguns de forma obsessiva transmitem, que uns interpretam de uma maneira e outros de outra, que somos surpreendidos por estas atitudes loucas.
De fora ficam os suicídios, que não fora a carta deixada escrita, não saberíamos os motivos, que no caso da Leila, uma vez cumpridos todos os projetos na terra, desejou ( re ) encontrar-se com a mãe no céu.
A crença foi inventada pelo o homem para superar o medo, e consequentemente apaziguar as almas, e dar uma certa tranquilidade a si mesmo, mas quando ela é transformada em patologia, devido ä introdução de fantasmas e tabus, de tranquilidade passa a obsessão mental.
Como interpretar os homens bomba, a não ser como um caso extremo do que foi descrito ?
Que Deus nos perdoe.
A anestesia para o ritual era garantida pelo vinho, dado até ao desmaio.
Para a maioria ele é louco, mas pelos vistos para aquela mulher ele não o era.
Ou será que ela também louca ?
A notícia abalou o Brasil, como aliás tantas outras, quando se trata da degola de inocentes, em que se reclama por justiça, porque só loucos podem cometer tais atrocidades.
Está explicado, são loucos.
Mas ninguém pergunta por aqueles que os levaram á loucura, através de palavras malditas, que criaram fantasmas e figuras demoníacas, que alguns dizem possuir poderes mágicos.
A esses ninguém lhes pede responsabilidades por aquilo que dizem e afirmam saber, como se tivessem certeza de alguma coisa, quando apenas somos seres ignorantes ao sabor da mãe natureza.
A crença de que as almas do além podem manter contato com o mundo dos vivos, aos quais se pedem sacrifícios, como forma de purificação, já vem desde os primórdios da existência humana. O processo de reencarnação, a partir do qual o espírito pode evoluir moral e intelectualmente, necessita da própria morte do indivíduo para que se possa processar.
Afirmam até, que em vidas sucessivas, o espírito, ocupando diferentes corpos materiais, ele se aprimora e se redime de seus erros.
Conclusão – vale a pena o sacrifício e a própria morte, porque de volta vem a compensação.
Se todos afirmam que determinada pessoa é inútil, que se sente repudiado, em vez de amado, a culpa será dele, que não tem valores morais, nem intelectuais, que possam levar os outros a amá-lo, a ser considerado e respeitado, pelo que se essa idéia passar a obsessão mental, poderá muito bem acabar com a sua própria vida, ou de um outro qualquer, como parece ser este caso.
Podem afirmar que ninguém disse para as pessoas em questão, cometerem tal loucura.
Mas o que parece restarem poucas dúvidas é que foi devido a essas idéias mágicas, que alguns de forma obsessiva transmitem, que uns interpretam de uma maneira e outros de outra, que somos surpreendidos por estas atitudes loucas.
De fora ficam os suicídios, que não fora a carta deixada escrita, não saberíamos os motivos, que no caso da Leila, uma vez cumpridos todos os projetos na terra, desejou ( re ) encontrar-se com a mãe no céu.
A crença foi inventada pelo o homem para superar o medo, e consequentemente apaziguar as almas, e dar uma certa tranquilidade a si mesmo, mas quando ela é transformada em patologia, devido ä introdução de fantasmas e tabus, de tranquilidade passa a obsessão mental.
Como interpretar os homens bomba, a não ser como um caso extremo do que foi descrito ?
Que Deus nos perdoe.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Que Deus nos perdoe
Dom, 20 Dez, 05h20 - notícia Yahoo
O Hospital Ana Neri, em Salvador, informou que o garoto de dois anos e sete meses que foi submetido a uma cirurgia para retirada de quatro agulhas, localizadas no coração e no pulmão, é tão boa que no início de noite a equipe médica irá se reunir para avaliar a possibilidade de submetê-lo a uma nova cirurgia ainda hoje ou amanhã, desta vez para retirada dos objetos localizados no abdômen.
O menino teve várias agulhas introduzidos em seu corpo. Uma boa parte delas está localizada na região abdominal. Segundo o médico Francisco Reis, existe uma agulha na bexiga e em algumas alças intestinais do aparelho digestivo que precisam ser removidas. O menino passará por uma terceira intervenção, na coluna, com data ainda não definida.
A primeira cirurgia foi considerada um sucesso pela equipe médica. O procedimento confirmou que os objetos retirados estavam mesmo provocando infecções no corpo do garoto, porque começavam a oxidar. A partir de então, os processos infecciosos cederam e ele agora se encontra com um quadro estável, sem febre e sem a necessidade de tomar medicação.
Ainda de acordo com o hospital, a criança respira sem a ajuda de aparelhos e se alimenta normalmente. A equipe reafirma que algumas agulhas permanecerão no corpo do menino. A preocupação no momento são apenas os objetos que podem impor riscos à vida dele.
O auxiliar de serviços gerais Roberto Carlos Magalhães, padrasto da criança, confessou ser o responsável por inserir os objetos no corpo do garoto durante supostos rituais de magia negra, informou a polícia. Magalhães, de 30 anos, chegou a ficar desaparecido depois de prestar um primeiro depoimento. Apontado como principal suspeito, ele foi localizado em um hospital do município.
O Hospital Ana Neri, em Salvador, informou que o garoto de dois anos e sete meses que foi submetido a uma cirurgia para retirada de quatro agulhas, localizadas no coração e no pulmão, é tão boa que no início de noite a equipe médica irá se reunir para avaliar a possibilidade de submetê-lo a uma nova cirurgia ainda hoje ou amanhã, desta vez para retirada dos objetos localizados no abdômen.
O menino teve várias agulhas introduzidos em seu corpo. Uma boa parte delas está localizada na região abdominal. Segundo o médico Francisco Reis, existe uma agulha na bexiga e em algumas alças intestinais do aparelho digestivo que precisam ser removidas. O menino passará por uma terceira intervenção, na coluna, com data ainda não definida.
A primeira cirurgia foi considerada um sucesso pela equipe médica. O procedimento confirmou que os objetos retirados estavam mesmo provocando infecções no corpo do garoto, porque começavam a oxidar. A partir de então, os processos infecciosos cederam e ele agora se encontra com um quadro estável, sem febre e sem a necessidade de tomar medicação.
Ainda de acordo com o hospital, a criança respira sem a ajuda de aparelhos e se alimenta normalmente. A equipe reafirma que algumas agulhas permanecerão no corpo do menino. A preocupação no momento são apenas os objetos que podem impor riscos à vida dele.
O auxiliar de serviços gerais Roberto Carlos Magalhães, padrasto da criança, confessou ser o responsável por inserir os objetos no corpo do garoto durante supostos rituais de magia negra, informou a polícia. Magalhães, de 30 anos, chegou a ficar desaparecido depois de prestar um primeiro depoimento. Apontado como principal suspeito, ele foi localizado em um hospital do município.
Tal pai, tal filho
Breve trecho do diálogo entre Marcola, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital, o PCC, e o deputado Moroni Torgan, encarregado de o ouvir na base de um inquérito, CPI do Tráfico de armas, em Agosto de 2006 –
Marcola – O senhor não tem o direito de gritar comigo.
Torgan – Eu tenho o direito de falar com a voz que eu quiser...na hora que quiser.
Marcola – De falar, sem gritar. Com respeito.
Torgan – Agora eu quero dizer, com todo o respeito que eu tenho pela humanidade – O PCC existe para explorar os coitados dos presos que têm de sair para a rua e trabalhar para eles. Tem que trabalhar. Tem que ser criminoso. Se tu saíres, pagar tua pena, tu tens que ir para rua para ser criminoso.
Marcola – E o que os deputados fazem ? Não roubam também ? Roubam para c......., meu.
Torgan – É isso vai ser outra coisa que tu vai ser indiciado também. Disso tu vai ser indiciado.
Marcola – Só porque deputado rouba eu vou ser indiciado ?
Torgan – Por desacato.
Marcola – Que moral tem algum deputado para vir gritar na minha cara ?
Marcola não era só de falar, acaba de ser condenado a 29 anos de prisão por ser o mandante do assassinato de um juiz federal.
Sem comentários.
Marcola – O senhor não tem o direito de gritar comigo.
Torgan – Eu tenho o direito de falar com a voz que eu quiser...na hora que quiser.
Marcola – De falar, sem gritar. Com respeito.
Torgan – Agora eu quero dizer, com todo o respeito que eu tenho pela humanidade – O PCC existe para explorar os coitados dos presos que têm de sair para a rua e trabalhar para eles. Tem que trabalhar. Tem que ser criminoso. Se tu saíres, pagar tua pena, tu tens que ir para rua para ser criminoso.
Marcola – E o que os deputados fazem ? Não roubam também ? Roubam para c......., meu.
Torgan – É isso vai ser outra coisa que tu vai ser indiciado também. Disso tu vai ser indiciado.
Marcola – Só porque deputado rouba eu vou ser indiciado ?
Torgan – Por desacato.
Marcola – Que moral tem algum deputado para vir gritar na minha cara ?
Marcola não era só de falar, acaba de ser condenado a 29 anos de prisão por ser o mandante do assassinato de um juiz federal.
Sem comentários.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Formas sistemáticas
Quem dedica parte do seu tempo a tentar entender as coisas da mente, e fala em sistematização, deve perceber que ela existe de fato, mas somente referente ao biológico e á sua função, que é um processo autónomo e organizado segundo uma lógica, que é sequencial e apresenta sempre consequências.
Deste modo nos posicionamos na genética, e no estudo da metafísica, como formas de energia derivadas de um corpo físico, em que a mente obedece ao corpo, na sua forma arcaica.
O recém nascido está coordenado com o seu núcleo genético, e descoordenado nos movimentos em rela;áo a tudo que o rodeia.
No entanto é a partir desse movimento descoordenado exterior, que agarra aqui, pega ali, consegue mais tarde um movimento coordenado, a que chamamos de processo de aprendizagem.
O processo mental posterior, obedece do mesmo modo a essa sistematização organizacional do sistema biológico, que mantém-se imutável durante toda a existência do ser humano, e é exatamente devido a determinadas ideias e atitudes que tendem a contrariar o corpo que sente, que ele assinala a sua ofensa através da ansiedade, de dores diversas, orgânicas e fisiológicas, paralisias, amnésias e anestesia de parte do corpo, e outros transtornos mais ou menos graves, como a depressão ou a melancolia por exemplo, como a tentativa em sobreviver.
Deste modo parece ficar claro, que o corpo que sente, e observada tais condições de alguma " anormalidade ", ou seja instabilidade emocional, podemos perceber que de fato existiu uma quebra da sistematização anterior, que nem sequer pediu permissão ao corpo que pensa para manifestar-se por vezes até de forma violenta.
Porque não desejamos entender esta forma primária e genética, dado que nos foi embutida a ideia, que somos seres super inteligentes, logo desprezando a parte animal que está em nós, desafiamos uma ordem natural, e tentamos organizar o ser humano á volta de projetos de forma;áo, que ao contrariar essa ordem animal, tendo a promover todo o tipo de alteração de comportamento no ser humano.
De seguida, na tentativa de alinhar aquilo que se observou estar desalinhado, comete-se o mesmo erro de percepção, porque outro não nos foi ensinado, ou seja, a repressão e a proibição, a violência verbal e física, cuja finalidade é a tentativa de impedir atos considerados impróprios, em vez de perceber outras formas de promover o alinhamento.
Resultado, lutamos contra uma parede de betão, porque o corpo reage a quem pretende tirar o seu sentido de vida.
A ansiedade, a rebeldia, a transgressão, os ataques de raiva e vingança, são formas emergentes de um corpo que reage a uma tentativa de ( de ) forma;áo, que ganha uma outra forma sistemática, que contraria a ordem natural sistematizada.
Deste modo nos posicionamos na genética, e no estudo da metafísica, como formas de energia derivadas de um corpo físico, em que a mente obedece ao corpo, na sua forma arcaica.
O recém nascido está coordenado com o seu núcleo genético, e descoordenado nos movimentos em rela;áo a tudo que o rodeia.
No entanto é a partir desse movimento descoordenado exterior, que agarra aqui, pega ali, consegue mais tarde um movimento coordenado, a que chamamos de processo de aprendizagem.
O processo mental posterior, obedece do mesmo modo a essa sistematização organizacional do sistema biológico, que mantém-se imutável durante toda a existência do ser humano, e é exatamente devido a determinadas ideias e atitudes que tendem a contrariar o corpo que sente, que ele assinala a sua ofensa através da ansiedade, de dores diversas, orgânicas e fisiológicas, paralisias, amnésias e anestesia de parte do corpo, e outros transtornos mais ou menos graves, como a depressão ou a melancolia por exemplo, como a tentativa em sobreviver.
Deste modo parece ficar claro, que o corpo que sente, e observada tais condições de alguma " anormalidade ", ou seja instabilidade emocional, podemos perceber que de fato existiu uma quebra da sistematização anterior, que nem sequer pediu permissão ao corpo que pensa para manifestar-se por vezes até de forma violenta.
Porque não desejamos entender esta forma primária e genética, dado que nos foi embutida a ideia, que somos seres super inteligentes, logo desprezando a parte animal que está em nós, desafiamos uma ordem natural, e tentamos organizar o ser humano á volta de projetos de forma;áo, que ao contrariar essa ordem animal, tendo a promover todo o tipo de alteração de comportamento no ser humano.
De seguida, na tentativa de alinhar aquilo que se observou estar desalinhado, comete-se o mesmo erro de percepção, porque outro não nos foi ensinado, ou seja, a repressão e a proibição, a violência verbal e física, cuja finalidade é a tentativa de impedir atos considerados impróprios, em vez de perceber outras formas de promover o alinhamento.
Resultado, lutamos contra uma parede de betão, porque o corpo reage a quem pretende tirar o seu sentido de vida.
A ansiedade, a rebeldia, a transgressão, os ataques de raiva e vingança, são formas emergentes de um corpo que reage a uma tentativa de ( de ) forma;áo, que ganha uma outra forma sistemática, que contraria a ordem natural sistematizada.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
PensarBrasil (III)
HISTÓRIAVIVA – Artigo de Lucília de Almeida
OUTROS MUROS FICARAM
COMEMORA;ÁO DOS 20 ANOS DA QUEDA DO MURO DE BERLIM TRAZ Á TONA UM TEMPO DE DIVISÓES IDEOÓGICAS E REFORÇA A IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO NA MANUTENÇÁO DE UMA CULTURA DE PAZ.
A construção do muro de Berlim aconteceu no ápice da Guerra Fria, no inicio da década de 1960.
Literalmente, o mundo estava dividido em duas áreas de influência, a ocidental, na qual predominavam economias capitalistas, e a oriental em que a maioria dos governos se orientava pela opção socialista.
O mundo ficou, de fato, dividido em dois blocos de poder. Em 1959, quando da revolução Cubana, o socialismo bateu ás portas do continente Americano. A Guerra Fria alcançava seu ápice.
Em Novembro de 1989, ano simbólico da queda do socialismo real e do fim da Guerra Fria, uma multidão eufórica derrubou o muro de Berlim.
Tal ato devia ser entendido como exemplares expressões de vontade coletiva de tolerância, paz e respeito á liberdade. Indicam que muros como o que divide a fronteira dos Estados Unidos da América e o México, e como o que está sendo construído por Israel na Cisjordânia, alimentam discórdias, ódios e fundamentalismos.
Comentários
Enquanto o ato de liberdade do ser humano for derivado de uma proposta opressora e repressiva, pode ser entendido como uma vitória, mas não altera em nada, ou muito pouco, a relação entre os homens.
Caiu o muro de Berlim, como antes o mundo assistiu á queda de Hitler.
Se o muro de Berlim separava famílias e regimes políticos, Hitler tinha ido muito mais longe, tentando exterminar uma raça, pelo que temos de reconhecer que já foi um progresso a construção do muro separatista.
E como diz a articulista, outros muros ficaram, o que significa que a partir de então, pouco ou nenhum progresso foi conseguido nas relações humanas.
Pelo que a história tende a repetir-se inexoravelmente, sendo apenas uma questão circunstancial.
Não parece que sejam as sucessivas quedas, seja de homens ou muros, que nos pode trazer a paz e momentos de alguma felicidade, mas antes uma formação diferenciada, em que o respeito e consideração pelo o outro possa ter lugar.
OUTROS MUROS FICARAM
COMEMORA;ÁO DOS 20 ANOS DA QUEDA DO MURO DE BERLIM TRAZ Á TONA UM TEMPO DE DIVISÓES IDEOÓGICAS E REFORÇA A IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO NA MANUTENÇÁO DE UMA CULTURA DE PAZ.
A construção do muro de Berlim aconteceu no ápice da Guerra Fria, no inicio da década de 1960.
Literalmente, o mundo estava dividido em duas áreas de influência, a ocidental, na qual predominavam economias capitalistas, e a oriental em que a maioria dos governos se orientava pela opção socialista.
O mundo ficou, de fato, dividido em dois blocos de poder. Em 1959, quando da revolução Cubana, o socialismo bateu ás portas do continente Americano. A Guerra Fria alcançava seu ápice.
Em Novembro de 1989, ano simbólico da queda do socialismo real e do fim da Guerra Fria, uma multidão eufórica derrubou o muro de Berlim.
Tal ato devia ser entendido como exemplares expressões de vontade coletiva de tolerância, paz e respeito á liberdade. Indicam que muros como o que divide a fronteira dos Estados Unidos da América e o México, e como o que está sendo construído por Israel na Cisjordânia, alimentam discórdias, ódios e fundamentalismos.
Comentários
Enquanto o ato de liberdade do ser humano for derivado de uma proposta opressora e repressiva, pode ser entendido como uma vitória, mas não altera em nada, ou muito pouco, a relação entre os homens.
Caiu o muro de Berlim, como antes o mundo assistiu á queda de Hitler.
Se o muro de Berlim separava famílias e regimes políticos, Hitler tinha ido muito mais longe, tentando exterminar uma raça, pelo que temos de reconhecer que já foi um progresso a construção do muro separatista.
E como diz a articulista, outros muros ficaram, o que significa que a partir de então, pouco ou nenhum progresso foi conseguido nas relações humanas.
Pelo que a história tende a repetir-se inexoravelmente, sendo apenas uma questão circunstancial.
Não parece que sejam as sucessivas quedas, seja de homens ou muros, que nos pode trazer a paz e momentos de alguma felicidade, mas antes uma formação diferenciada, em que o respeito e consideração pelo o outro possa ter lugar.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
PENSARBRASIL ( ii )
Continuação da entrevista concedida por Luiz Eduardo Soares ao Jornal de Minas – PensarBrasil.
"A esquerda só pensa na economia, como se o crescimento bastasse para solucionar os problemas. A direita, estúpida e irracional, só postula endurecimento de penas e encarceramento, além de mais violência policial, como se isso não estivesse sendo praticado há décadas , com resultados desastrosos.
Nenhuma política ou ação isolada pode ter sucesso, porque o problema é multidimentsional. Precisamos de políticas intersetoriais e integradas.
Entre elas, a arte e a cultura cumprem papel da maior importância.
Polos capazes de oferecer aos jovens os mesmos benefícios materiais, afetivos, psicológicos e simbólicos que as fontes criminosas proporcionam.
Trata-se de uma intensa disputa por coraçóes e mentes e não de uma guerra.
Comentário
Passamos a maior parte da nossa existência a falar do obvio, daquilo que nossos olhos enxergam e nos é dado a conhecer, e continua tudo na mesma ou ainda pior. Não fora os movimentos que emergem de uma vontade civil, no seio da comunidade, cujos resultados mostram ser satisfatórios, não seríamos capazes de descortinar qualquer tipo de mudança no tecido social.
Os " ignorantes " , analfabetos ou de poucos estudos e posses, negros, mulatos ou brancos, porque sentem na pele a guerra, a morte e a miséria humana, e já não conseguem lidar com tanto ódio e falta de afeto, tentam organizar-se em movimentos culturais cujos resultados favoráveis são evidentes.
"A esquerda só pensa na economia, como se o crescimento bastasse para solucionar os problemas. A direita, estúpida e irracional, só postula endurecimento de penas e encarceramento, além de mais violência policial, como se isso não estivesse sendo praticado há décadas , com resultados desastrosos.
Nenhuma política ou ação isolada pode ter sucesso, porque o problema é multidimentsional. Precisamos de políticas intersetoriais e integradas.
Entre elas, a arte e a cultura cumprem papel da maior importância.
Polos capazes de oferecer aos jovens os mesmos benefícios materiais, afetivos, psicológicos e simbólicos que as fontes criminosas proporcionam.
Trata-se de uma intensa disputa por coraçóes e mentes e não de uma guerra.
Comentário
Passamos a maior parte da nossa existência a falar do obvio, daquilo que nossos olhos enxergam e nos é dado a conhecer, e continua tudo na mesma ou ainda pior. Não fora os movimentos que emergem de uma vontade civil, no seio da comunidade, cujos resultados mostram ser satisfatórios, não seríamos capazes de descortinar qualquer tipo de mudança no tecido social.
Os " ignorantes " , analfabetos ou de poucos estudos e posses, negros, mulatos ou brancos, porque sentem na pele a guerra, a morte e a miséria humana, e já não conseguem lidar com tanto ódio e falta de afeto, tentam organizar-se em movimentos culturais cujos resultados favoráveis são evidentes.
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