Retalhos de uma vida - Livro do autor do blog

http://www.bookess.com/read/7054-livro-retalhos-de-uma-vida-/ ISBN - 978-85-8045-076-7 Definir um livro pela resenha é um fato que só é possível quando o livro realmente apresenta um conteúdo impar, instigante, sensível, inteligente, técnico e ao mesmo tempo de fácil entendimento....e Retalhos de uma vida, sem sombra de dúvidas é um livro assim. Parabens, o livro está sendo um sucesso. Ricardo Ribeiro - psicanalista

sábado, 17 de setembro de 2011

O lugar da verdade

Psicoanalizare: O lugar da verdade: Podemos afirmar como fazem alguns filósofos, que os sentidos não reproduzem os fatos, ou seja, os fenômenos, com exatidão, que por isso não ...

EQM - Experiência quase morte

Na Globo, na reportagem das EQM - Experiência de quase morte, foi afirmado, que se o cérebro para de funcionar, significa que a mente não existe. Não percebi onde pretendia chegar o sujeito com esta afirmação, mas estou de acordo com ele, de fato a mente não existe. O que existe é um campo de interação a que foi designado por mente, como produção teórica para melhor compreensão de fenómenos abstratos, que não são localizados, nem localizáveis. Ficaram muitas perguntas no ar, o que é sempre bom, mas a meu ver, existe uma, tal como a homeopatia a entende, que deve ser estudada, e investigada: - Será necessária a presença de um corpo físico, para que sua energia se evidencie ?

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Narcisismo primário

Psicoanalizare: Narcisismo primário: Referência objetal Por vezes não percebemos muito bem as forças que constituem um corpo, confundindo sentimentos, em que, por exemplo, a g...

domingo, 11 de setembro de 2011

As tragédias humanas

A escalada de violência inicia-se a partir de uma paz invadida por ressentimentos. O reforço através do ritual, que retém os traços da memória, coloca no altar a figura principal de uma tragédia, exaltando as almas ofendidas, ou os acontecimentos, que alguém não pretende esquecer, sabe-se lá porquê ? Quando insistentemente alguém chama os mortos, não será sentido de vida, mas um sentido melancólico, que o luto não parece ter condições de apagar. Ressentidos pela perda, tentamos contrariar a realidade, que não está na violência, mas no apego a ressentimentos, que serão sempre desejos de vingança, que não nos deixa viver em paz. Um indivíduo chorar a perda de algo, ou alguém que lhe é querido, segundo o ponto de vista da organização da mente é perfeitamente natural, como forma de superar as perdas. Contudo, questiono, se será legítimo algum de nós recordar a outros, o que pretendem esquecer ? Reabrir as feridas, que supostamente estariam a cicatrizar, será eternizar os acontecimentos que criou suas vítimas, em que o passado se faz sempre presente, não deixando as pessoas seguirem em frente, perdendo seu sentido de vida. Os passos perdidos nas idas ao cemitério, podem ser considerados como prova de amor, mas sobretudo será uma tentativa de negar a realidade, que jaz ali, naquele lugar, como corpo morto, que ainda desejamos com vida, ou, que pelo menos, ainda possui a capacidade de alimentar nossas vidas. De que vidas falamos, quando elas são alimentadas por coisas, ou corpos mortos ? Viverás eternamente amargurado por tuas lembranças, que eu farei recordar, fabricando rituais, como método repetitivo, interferindo com a organização da mente, que vincula a mente ao objeto, ou á tragédia, que pode tornar-se obsessiva. O ritual serve a dois senhores, à alegria e à tristeza, à vida e à morte, em que as coisas não podem ser indiferentes, para que indivíduo as possa aceitar tal como são, e não como gostaria que elas fossem. O filme da realidade não pode ser invertido. Nenhum de nós consegue dar vida aos mortos. Mas podemos perceber o que pode, e deve ser feito, para que as tragédias humanas não se possam repetir a todo o momento. Encontrar nos outros a responsabilidade por uma morte não desejada é imensamente mais fácil, que perceber em nós o que fizemos para que tal pudesse acontecer. Se aos mortos a paz é devida, também a será aos vivos, que não cai do céu, e deve ser procurada através do afeto, que não no ressentimento, na vingança, e no ódio. Se as perguntas é que movem o mundo, o que fica por responder parece constituir a solução, que não desejamos enxergar. Que a paz regresse a seus lares, e se faça sentir em vossos corações.

sábado, 10 de setembro de 2011

Psicodiagnóstico

Psicoanalizare: Psicodiagnóstico: A lógica psicanalítica A necessidade de uma definição patológica à priori é decorrente de uma outra necessidade, a da medicamentação, como ...

domingo, 4 de setembro de 2011

Dor psíquica

Psicoanalizare: Dor psíquica: Designamos dessa forma um sinal psíquico, como uma espécie de chamada de atenção, devido a algo, ou alguma coisa, que não está segundo deter...

sábado, 3 de setembro de 2011

Os marcianos da psicanálise

Desde há algum tempo assisto à invasão de marcianos no espaço psicanalítico, que trazem de Marte a teoria do condicionamento, que contraria a essência da teoria Freudiana. Porque desejam vestir a pele do cordeiro só a eles diz respeito. Por mim, não estou disposto a vestir a pele do lobo, por isso, evito a confrontação, sem, no entanto, deixar de ser firme quanto às minhas idéias. Afirmam alguns, que a escola do futuro será a mistura de todas as disciplinas, como se não fosse possível distinguir o trigo do joio, colocando tudo no mesmo saco, seguindo o exemplo da globalização, que tende a acabar com a individualidade, cuja finalidade será eleger um projeto comum. Continuamos, de forma inconsciente, a defender a uniformidade, excluindo a diversidade, as diferenças, para que tudo possa ter um corpo comum, em que retornamos ao tempo das cruzadas, da inquisição e da ditadura, embora numa versão ¨ light ¨, que alguns dizem ser democracia. Falemos claro, quem deseja estar no mundo da psicanálise deve abandonar o mundo do condicionamento animal, dado, que de acordo com as leis da física um corpo não pode ocupar dois espaços ao mesmo tempo. Falar em psicanálise, ou em nome dela, e ter uma atitude proibitiva perante a realidade exterior, tentando vergar a vontade dos outros á sua vontade, afirmando o que deve ser, tentando eliminar o que todos enxergam, só pode ser levado ao campo da neurose obsessiva compulsiva, com uma componente narcisista exacerbada. Se assim entendermos as coisas, já não é apenas a sociedade que está doente, mas também alguns profissionais da área, que se deixaram invadir pelo distúrbio psíquico da era pós modernidade. Claro, que a psicanálise vai resistir a essa invasão, porque não está localizada num espaço determinado, percebendo-se como um radical livre, que se associa a um corpo compatível, seguindo seu próprio caminho indiferente aos desmandos psicológicos de uma sociedade em decadência. E por ser livre, alguns a pretendem aprisionar. Em termos de relações humanas continuamos posicionados na idade da pedra.