Retalhos de uma vida - Livro do autor do blog

http://www.bookess.com/read/7054-livro-retalhos-de-uma-vida-/ ISBN - 978-85-8045-076-7 Definir um livro pela resenha é um fato que só é possível quando o livro realmente apresenta um conteúdo impar, instigante, sensível, inteligente, técnico e ao mesmo tempo de fácil entendimento....e Retalhos de uma vida, sem sombra de dúvidas é um livro assim. Parabens, o livro está sendo um sucesso. Ricardo Ribeiro - psicanalista

domingo, 22 de maio de 2011

Coisas da imaginação

Abacateiro no Cemitério

Em uma cidadezinha do interior havia um abacateiro carregado dentro do cemitério.
Dois amigos decidiram entrar lá à noite (quando não havia vigilância) e pegar todos os abacates.
Eles pularam o muro, subiram a árvore com as sacolas penduradas no ombro e começaram a distribuir o "prêmio".
— Um pra mim, um pra você. Um pra mim, um pra você.
— Pô, você deixou dois caírem do lado de fora do muro!
— Não faz mal, depois que a gente terminar aqui pegamos os outros dois.
— Então tá bom, mais um pra mim, um pra você.
Um bêbado, passando do lado de fora do cemitério, escutou esse negócio de 'um pra mim e um pra você e saiu correndo para a delegacia.
Chegando lá, virou para o policial:
— Seu guarda, vem comigo! Deus e o diabo estão no cemitério dividindo as almas dos mortos!
— Ah, cala a boca bêbado.
— Juro que é verdade, vem comigo.
Os dois foram até o cemitério, chegaram perto do muro e começaram a escutar...
— Um para mim, um para você...
O guarda assustado:
— É verdade! É o dia do apocalipse! Eles estão dividindo as almas dos mortos! O que será que vem depois?
De dentro do cemitério se ouve:
— Um para mim, um para você. Pronto, acabamos aqui. E agora?
— Agora a gente vai lá fora e pega os dois que estão do outro lado do muro...
— Coooooooooorreeeeeeeeeeeeeee!

http://kellrj.blogspot.com

A economia azul

Gunter Pauli é um dos indutores da Economia Azul. O fundador da Zeri (Zero Emission Research and Initiatives) é oriundo da escola de Aurelio Peccei e do Clube de Roma. Pauli viaja suspenso entre a concretude das primeiras patentes e a sugestão de potencialidades ainda não aplicadas. Nos próximos meses, será publicado na Itália, pelas Edições Ambiente o seu último livro, "La blue economy. Dieci anni, cento innovazioni, cento milioni di posti di lavoro" [A economia azul. Dez anos, centenas de inovações, centenas de milhões de postos de trabalho].
Segundo Pauli, a economia verde é o hoje. É o conjunto de tecnologias quase largamente disponíveis e imediatamente convenientes. Alguns falam sobre ela no futuro, porque vivem em uma cultura velha, feita de balanços maquiados e de produções em liquidação, com os custos reais escondidos debaixo do tapete. Depois, chegam Chernobyl e o acidente da plataforma no Golfo do México, e todos entendem qual é o verdadeiro balanço das escolhas baseadas na energia nuclear e no petróleo. Portanto, a economia verde é uma possibilidade real, mas não é suficiente, não resolve os verdadeiros problemas.
Ele diz que o verde expressa a vitalidade das terras emersas, apenas um terço do globo. O azul é a cor do mar e é a cor do planeta visto do alto. O azul é o todo. Traduzido em termos industriais, quer dizer voltar-se à eficiência da natureza, eliminar completamente os dejetos. O ciclo linear de produção, com as mineradoras de um lado e os aterros de outro, produz desperdícios quase insustentáveis. Usamos as leis da física, da química, da biologia para inventar novos processos que eliminem a poluição e se transformem também em um bom negócio.
O livro de Pauli nasce de uma lista de 340 tecnologias inovadoras. Grupos de especialistas as analisaram durante um ano, selecionando 100 inovações consideradas realizáveis. Sobre estas, pode-se trabalhar de maneira concreta.
Alguns exemplos são visíveis no cotidiano: Quando bebemos um café, utilizamos só 0,2% da biomassa das plantas usadas. Os materiais descartados podem servir para fazer com que cresçam fungos de grande qualidade. Uma reconversão das plantações de café em 45 países criaria 50 milhões de postos de trabalho. Processos semelhantes podem ser idealizados para o açúcar de cana, que atualmente só se utiliza 17% do seu potencial, e para as árvores que são transformadas em papel, com um desperdício de 70%. O velho trabalho que produz mais dejetos do que objetos úteis deve ser substituído por uma biorrefinaria capaz, por exemplo, de extrair da celulose todos os componentes, da lignina aos lipídios: desse modo, podem-se substituir os polímeros derivados do petróleo.
No que tange a fazer a barba com seda, Pauli enfatiza que as potencialidades nesse campo são enormes. Basta pensar que centenas de espécies produzem seda, e só uma foi domesticada. A baba produzida por uma aranha tem a resistência e a flexibilidade superiores ao do aço. Para os materiais dos coletes à prova de balas, esses conhecimentos já foram utilizados. Pode-se abrir um novo campo de aplicação com as lâminas de barbear: significaria economizar a cada ano 10 bilhões de navalhas descartáveis, 250 mil toneladas de aço.
Segundo ele, devemos aprender com as baleias a como utilizar a energia para mover centenas de litros de sangue em milhões de quilômetros de artérias e veias. Com os atuns, a como conservar o calor. Com as larvas da farinha, a como produzir anticongelantes de modo natural. Com os besouros dos desertos africanos, a como coletar a água das chuvas. A zebra reduz a temperatura da pele graças ao jogo do branco e do preto, que cria microcorrentes de ar. Um refrescamento completamente gratuito que podemos imitar nas casas e nas cidades.
Na Alemanha, o Instituto Fraunhofer desenvolveu um método para aproveitar a eletricidade que deriva do calor do corpo: a diferença entre a temperatura do nosso corpo e a do ambiente ao redor, mais quente ou mais frio, é suficiente para produzir eletricidade. Quando os novos sistemas forem melhorados, bastará uma diferença de 0,3 graus para gerar a energia suficiente para fazer um celular funcionar.

Postado em - www.artigonal.com
Amauri Queiroz - Perfil do Autor:
Amauri Queiroz nasceu no Rio de Janeiro há 55 anos e sempre cultivou o hábito da leitura e das artes. Ecologista voltado para os problemas sociais, dedica sua vida à promoção de populações vulneráveis através de programas sociais de voluntariado e profissionalmente.

A cultura da indiferença - E a lei da reciprocidad...

Psicoanalizare: A cultura da indiferença - E a lei da reciprocidad...: "De vez em quando me perco pela leitura de teses de doutorado, o que aliás, devo afirmar, que é sempre um bom exercício mental para quem não ..."

sábado, 21 de maio de 2011

O pobre de espírito

Zequinha é o filho da empregada de dona Cláudia. É época de férias e a patroa deu permissão pra Maria, a empregada, levar o seu filho para o trabalho, quando não tiver onde deixá-lo.
Dona Cláudia é uma mulher compreensiva, sabe que Maria vai ficar mais sossegada trabalhando com seu filho do seu lado.
Zequinha e Paulo Enrique, o filho de dona Cláudia, são muito amigos e brincam o dia inteiro. Enrique tem o mesmo temperamento da mãe, simples e bondoso, já o doutor Pedro, o patrão torce o nariz quando Zequinha, o filho da empregada está em sua casa e já recomendou para dona Cláudia manter o menino Zequinha na copa com a mãe. Não quer que ele fique circulando pela casa e também não quer que o seu filho brinque com o filho da empregada. Paulo Enrique e dona Cláudia ficam tristes com o comportamento do doutor Pedro, um advogado rico, famoso, pena que tenha um pensamento tão mesquinho.
Quando o doutor está em casa, Zequinha ficava triste de não pode brincar, correr pela casa com seu amigo, se limitando a ficar na área de serviço.
Outro dia, Paulo Enrique foi brincar com Zequinha na ala dos empregados, mas quando o pai ficou sabendo que o filho tinha desobedecido as suas ordens, ficou furioso e mandou o filho ficar de castigo em seu quarto. Nesse dia, quase que Maria foi despedida, sorte que Paulo Henrique assumiu a culpa, dizendo que foi ele que procurou Zequinha pra brincar.
Zequinha ficou triste, não queria que o amigo ficasse de castigo por sua causa.
__ Mamãe, o doutor Pedro não quer que eu brinque com o Enrique, por que eu sou filho da empregada? Por acaso ser pobre, é doença contagiosa?
__ Não, meu Zequinha! Ser pobre não é doença e nem vergonhoso, se tem alguém doente aqui, é o doutor Paulo!
__ E é contagioso, mamãe?
__ Não, meu filho! A doença dele é no espírito! O Deus do doutor Pedro, é o dinheiro! Ele se acha todo poderoso, pensa que nós pobres, nascemos apenas para servi-lo!
__ Mãe, você se orgulha de ser pobre?
__ Claro que não, filho! Dinheiro não faz mal pra ninguém, quem faz a maldade é o homem, que só porque tem dinheiro, acha que pode pisar em quem é pobre. Graças a Deus que nem todos os ricos são assim, a dona Cláudia e o filho, por exemplo, completamente diferente do marido, mesmo porque ricos ou pobres todos nós vamos morrer, deixando tudo que é de valor aqui na terra, levando apenas a nossa bagagem interior.
__ Mãe, bagagem interior é o que fazemos de bom aqui na terra, antes de morrermos?
__ Sim, meu filho! Por exemplo, faz parte da nossa bagagem espiritual respeitar o ser humano, independente de sua conta bancária, seja ele rico, pobre, branco, negro, religião ou sexualidade.
__ Mãe, se dona Cláudia e o Paulo Enrique são tão bons, por que então Deus colocou o doutor Pedro para murar junto com eles?
__ Filho, Deus não abandona ninguém a própria sorte. Nada é por acaso e se ele colocou dona Cláudia junto do doutor Pedro, é para que ela possa ajudá-lo a ser uma pessoa melhor.
__ E se o doutor não quiser mudar? Pergunta Zequinha, olhando o doutor Pedro através da porta da copa entreaberta, sentado em sua sala luxuosa, com ar de superioridade lendo os jornais.
__ Bem, aí é um livre arbítrio de cada um! Deus não impõe ninguém, respeitando o tempo de cada um, porém quanto mais cedo ele compreender que a essência do ser humano é ser bom, o sofrimento dele será menor.
__ Mãe! Você me disse uma vez, que pessoas pobres de espíritos são pessoas sem conhecimentos, no entanto o doutor Pedro fez faculdade, é um advogado, estudou muito pra se formar e não tem conhecimentos?
__ Filho! Nós nunca sabemos tudo, sempre estamos aprendendo alguma coisa nova. O doutor Pedro pode entender muito das leis dos homens, mas das leis de Deus, ele está longe de ser um doutor .

Postado por Dilma - blog - dilmaoprazerdelereescrever.blogspot.com

Portaldosmeuslivros: O escritor

Portaldosmeuslivros: O escritor: "O escritor brinca consigo mesmo, julgando estar a jogar com as palavras. Apropria-se da palavra para brincar, sente uma paz de espírito qua..."

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O mundo das sensações

Perceber uma sensação, ou seja, o que é sentido, e faz sentido para o indivíduo, implica saber a sua origem, e porque ela se deu, em função de quê tal é possível.
Existem muitas outras sensações de que não sabemos de onde surgem, e porque são produzidas, sendo o indivíduo um agente passivo, mero receptor dessas ondas de energia, que neste caso tais sensações não são perceptíveis.
Para além do indivíduo saber ou não, de onde são originadas as sensações, existe um questão de grau por definir, que depende fundamentalmente da distância do indivíduo em relação ao objeto, e da intensidade do fenômeno.
O que podemos então entender por campo de percepção, dado que existem vários graus de intensidade de ondas energéticas a que o corpo parece não reagir, porque não estimulado por elas?
Como matéria, só reagimos perante determinadas condições universais, que nos possam afetar.
Por outro lado, o nosso campo de percepção, que pode ser determinado até que os objetos se percam no horizonte, não apresenta o mesmo tipo de sensações, estando o objeto perto ou longe, em que apresentam variações, algumas significativas, de acordo com a distância que o objeto e o indivíduo se encontram.
Um ponto negro observado á distância pode ser um homem, um cachorro, ou outra coisa qualquer, em que a sua definição vai aumentando com o encurtar da distância entre o indivíduo e o objeto observado.
Por este exemplo, nos é dado a considerar, que podem existir diversas concepções para o que estamos a observar, mas que tendem a ser desfeitas à medida que encurtamos a distância entre dois corpos, em que a relação com as coisas nos aproxima mais do que será o objeto na realidade.
Perceba-se então a importância do aprendizado, entendido como a relação do indivíduo com os objetos exteriores em seu redor, que permite não só a atuação no campo da visão, como de todos os outros sentidos, cuja finalidade será tentar definir algumas qualidades do objeto, que o possam, posteriormente, diferenciar de alguns objetos semelhantes.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Liberdade de expressão

A escrita e a fala são instrumentos de comunicação, mas ao mesmo tempo servem de agressão, e de libertação de um ser, que sente estar oprimido
É através dela que é revelada a dor da alma, e o sentido, por vezes, de uma vida sem sentido, que pode corresponder á realidade, a um desejo de afirmação, num emaranhado de palavras e frases, que tantas vezes parece não fazer sentido.
Os senhores da guerra, mesmo em tempo de paz, nos empurram para a verbalização, em que o silêncio, e a falta de movimento os irrita sobremaneira, dado que desejam estar na posse do sentido, que deve ser dito, para poderem pesar bem as palavras e as atitudes, cuja finalidade é entenderem quem está do seu lado, ou contra eles.
Nem conseguem perceber, que o sujeito ao estar consigo mesmo é uma forma que emerge da autonomia, em que não existe o comprometimento de estar com um dos lados, mas com aquele que lhe parece que reúne as condições necessárias, que o seu pensamento parece ter, que a outros parece faltar.
Falar de autonomia estando encostado a um dos lados, apenas por sentir-se amparado e protegido, será apenas uma falsa sensação de autonomia, a que o poder democrático habituou as pessoas.
A luta pelo o poder, não deveria ter a participação de quem não tem poder algum.
Chama os escravos ao voto, para que eles próprios decidam a quem vão ficar submissos, porque pelos vistos para eles as leis não existem.
A fala e a escrita nunca atinge tamanha importância como nessa altura, em que vale tudo, e a sedução é a cabeça de cartaz, em que se promete fundos e mundos, sem que alguém os possa punir por faltarem á palavra para com os inocentes votantes.
De fato são os senhores de uma guerra surda feita nos gabinetes, que substitui as armas nucleares e o campo de batalha sangrento, mas que provocam milhares de transtornados, que se não tiverem dinheiro para se tratarem, são deitados ao lixo.
Inconscientemente, ou em consciência, manter este estado de coisas, é alimentar a neurose no indivíduo e na sociedade, em que parece existir um colete de forças, do qual será muito difícil sair.
Não se trata de discutir regimes, nem formas estéticas de um poder podre, que vai apodrecendo aos poucos até dissolver-se numa qualquer crise financeira mundial, ou cair ás mãos de um qualquer ditador, mas antes de princípios que devem ser observados.
No dia que não for possível continuar a enganar através da palavra, poucas dúvidas existem que renasce das cinzas o porrete, a lei da rolha, porque os escravos já não obedecem mais.
A palavra e a escrita serve a tudo isto.
Apenas nos resta sermos nós mesmos.
Talvez por isso, os jornalistas, que também usam a palavra como meio de expressão, sofram na carne a ousadia de publicar aquilo que os senhores da guerra não desejam,passando a constar da lista dos homicídios.
Não muito longe vai a queima dos livros de alguns escritores, intelectuais, e filósofos, e a censura estabelecida como regra, para que as pessoas não possam ser conspurcadas por tamanhas ofensas.
Utilizam a palavra conspurcada, porque oriunda daquilo que é porco, indecente, imoral, cuja finalidade é criar um impacto mental, habituando as pessoas a enxergar as coisas invertidas, que por isso mesmo tornam-se, elas mesmas, a oposição à vida.
Por ora, os senhores da guerra ficam-se por algumas investidas contra a net, e alguns outros órgãos de comunicação, que apesar de muitas asneiras e algum radicalismo emocional, político e religioso, vale sobretudo pelo direito á liberdade de expressão, a que as pessoas por si mesmas, aos poucos, vão fazendo a triagem, associando-se a determinados redes sociais, ou grupos, que não a outros.
Esta é a forma natural de associar as pessoas, segundo o seu conhecimento e convicções, sem que seja promovida a exclusão de forma bruta, nem que haja o bate boca, que só tende a inflamar, o que se pretende sossegado.
Os senhores da guerra perceberam muito bem a força que os órgãos de informação em geral, e a net em particular possuem, e logo trataram de comprar, e infiltrarem-se nesses meios de comunicação, cuja finalidade é perpetuar o poder.
Os senhores quando precisam correm atrás dos escravos.
E porque escravo, não deixa de o ser, por artes mágicas, os servem, porque desejam um dia ser tão poderosos quanto eles.
Mas isso são apenas desejos, que só uma minoria consegue.
Entretanto correm todos para o calabouço, julgando ir para uma festa, em que os aniversariantes são sempre os mesmos.
Quanta ilusão meu Deus ?
Apesar de tudo é preferível admitir as nossas diferenças, do que desejar ser igual, ou semelhante