A criança precisa de um momento em que não esteja sendo julgada ou cobrada, em que possa simplesmente fantasiar e fazer o que quer.
“Meu filho vai ter nome de santo / Quero o nome mais bonito”. Os versos da música-ícone “Pais e Filhos”, da banda Legião Urbana, simbolizam a vontade que quase todo pai tem de fazer o melhor para o seu herdeiro. Antes mesmo de o bebê nascer, pai e mãe embarcam num planejamento detalhado, que vai do nome de batismo à escolha da escola. Não raro, a criança mal saiu do berço e já está disputando vaga num dos melhores colégios de sua cidade, fenômeno percebido principalmente entre as famílias de classe média alta.
“Os filhos hoje são verdadeiros tesouros de seus pais. Dizemos que são superinvestidos”, sinaliza o médico Luiz Carlos Prado, psicoterapeuta familiar de Porto Alegre, RS. Esse superinvestimento se dá em diversos sentidos. Não apenas as crianças são muito amadas, vigiadas e protegidas, como frequentam escolas concorridas e têm acesso a bens materiais caríssimos, como videogames e computadores de última geração.
Expectativas demasiadas e excesso de proteção e de mimos, porém, conduzem muitas vezes a um quadro indesejável: a criança pode se tornar um jovem cheio de conhecimentos, entretanto pouco capaz de se relacionar em grupo e, pior, insatisfeito e infeliz. Acostumado a ter tudo à mão, ele reage mal diante das dificuldades intrínsecas à vida e à convivência em sociedade. Consequentemente, não desenvolve a segurança e o jogo de cintura necessária para a satisfação pessoal e o sucesso profissional.
A ironia é que são essas características prejudicadas pelo excesso de investimento – habilidade para conviver, empatia, flexibilidade – que o mundo profissional mais tem procurado. Em um estudo recente, a IMC Consultoria Empresarial, do Rio de Janeiro, divulgou que 75% das empresas brasileiras consideram a chamada “inteligência emocional” mais importante do que os conhecimentos práticos de seus funcionários. Não adianta, portanto, investir na hiperqualificação de seu filho sem, ao mesmo tempo, lhe garantir uma formação emocional tão sólida quanto.
Fonte - http://arteinfantil-elartes.blogspot.com
domingo, 15 de maio de 2011
Educar para as emoções
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sábado, 14 de maio de 2011
Ética, costumes e liberdade II
Psicoanalizare: Ética, costumes e liberdade II: "Cada um pode ter suas idéias, sua verdade, e obedecer a princípios éticos. De outro modo como perceber a evolução, e a própria adaptação da..."
Ética, costumes e liberdade
Psicoanalizare: Ética, costumes e liberdade: "Num documento a que tive acesso o autor referia: - ¨ O relativismo pode gerar sérios problemas: se não há um conceito absoluto de justiça...."
domingo, 8 de maio de 2011
Bom dia mães
por Luciana Maria Penteado, domingo, 8 de maio de 2011 às 00:23
Hoje, no dia das Mães, tô aqui pra falar da minha mãe, claro. Foi um pedido dela e eu não tive como recusar. Ela perguntou: se eu tivesse que escrever sobre ela, o que eu diria? Aí vai!
Falar da minha mãe é fácil e difícil ao mesmo tempo. É complicado traduzir os adultos, às vezes estão alegres e em outros momentos estão mal-humorados. Ela vive dizendo que não quer ser espelho pra mim, que devo pensar por conta própria, mas se eu faço alguma coisa que a desagrada, ela diz: - Por que fizeste isso?
As mães geralmente têm resposta pra tudo e sabem de todas as coisas: a hora de comer, de tomar banho, de estudar, com quem podemos sair, dizem pra andar agasalhado, calçado e ser educado com todo mundo, principalmente com os professores. Nisso ela é mais ou menos igual, só não dá sermão e detesta me lembrar de coisas que já me ensinou.
Quando eu tiro uma nota baixa, ela simplesmente diz: - Aí, ferrou, estuda pra próxima. Não sei se é bem isso que eu queria ouvir, mas é melhor do que os sermões da montanha que o meu pai costuma dar e que não terminam nunca. Longe dele, eu e ela rimos muito do quanto ele é chato e repetitivo.
Ela é ariana, e eu sou de Virgem. Ela fala alto, e eu não. Às vezes diz palavrão e eu só fico olhando. Ela é bem extrovertida e vive dizendo que é pra eu ser mais desinibido. Quando tô irritado, fico quieto, e ela parece um furacão : gesticula, anda em círculos e fala sem parar... Quando briga, esquece tudo em dois minutos e é superconfiável: posso contar com ela pra tudo.
Ela não gosta de cozinhar e isso faz com que a gente tenha que comer no restaurante várias vezes. Também não suporta afazeres domésticos e por isso já me ensinou a manter o meu quarto arrumado e a limpar tudo o que eu sujo. A parte mais legal é conversar com ela sobre música, mitologia, galáxias e astrologia. Mas ela também gosta de falar sobre outras coisas que eu desconheço.
Sendo filho único, ela é a minha companhia... pra tudo: fazer os deveres, ir ao cinema, comprar roupas, ir ao médico, ao dentista, jogar videogame e ler os livros do colégio. Eu só posso dizer que a minha mãe é a pessoa mais importante pra mim porque sem ela como eu ia me virar? Ah, e ela é divertida quando me dá aula particular de Português, faz caretas e cria frases estranhas. Sem contar quando me pede explicações de Inglês (a pronúncia dela é péssima).
É isso que eu tinha pra dizer... Pra você, mãe, e pras mães que lerem o meu texto, FELIZ DIA DAS MÃES!
Hoje, no dia das Mães, tô aqui pra falar da minha mãe, claro. Foi um pedido dela e eu não tive como recusar. Ela perguntou: se eu tivesse que escrever sobre ela, o que eu diria? Aí vai!
Falar da minha mãe é fácil e difícil ao mesmo tempo. É complicado traduzir os adultos, às vezes estão alegres e em outros momentos estão mal-humorados. Ela vive dizendo que não quer ser espelho pra mim, que devo pensar por conta própria, mas se eu faço alguma coisa que a desagrada, ela diz: - Por que fizeste isso?
As mães geralmente têm resposta pra tudo e sabem de todas as coisas: a hora de comer, de tomar banho, de estudar, com quem podemos sair, dizem pra andar agasalhado, calçado e ser educado com todo mundo, principalmente com os professores. Nisso ela é mais ou menos igual, só não dá sermão e detesta me lembrar de coisas que já me ensinou.
Quando eu tiro uma nota baixa, ela simplesmente diz: - Aí, ferrou, estuda pra próxima. Não sei se é bem isso que eu queria ouvir, mas é melhor do que os sermões da montanha que o meu pai costuma dar e que não terminam nunca. Longe dele, eu e ela rimos muito do quanto ele é chato e repetitivo.
Ela é ariana, e eu sou de Virgem. Ela fala alto, e eu não. Às vezes diz palavrão e eu só fico olhando. Ela é bem extrovertida e vive dizendo que é pra eu ser mais desinibido. Quando tô irritado, fico quieto, e ela parece um furacão : gesticula, anda em círculos e fala sem parar... Quando briga, esquece tudo em dois minutos e é superconfiável: posso contar com ela pra tudo.
Ela não gosta de cozinhar e isso faz com que a gente tenha que comer no restaurante várias vezes. Também não suporta afazeres domésticos e por isso já me ensinou a manter o meu quarto arrumado e a limpar tudo o que eu sujo. A parte mais legal é conversar com ela sobre música, mitologia, galáxias e astrologia. Mas ela também gosta de falar sobre outras coisas que eu desconheço.
Sendo filho único, ela é a minha companhia... pra tudo: fazer os deveres, ir ao cinema, comprar roupas, ir ao médico, ao dentista, jogar videogame e ler os livros do colégio. Eu só posso dizer que a minha mãe é a pessoa mais importante pra mim porque sem ela como eu ia me virar? Ah, e ela é divertida quando me dá aula particular de Português, faz caretas e cria frases estranhas. Sem contar quando me pede explicações de Inglês (a pronúncia dela é péssima).
É isso que eu tinha pra dizer... Pra você, mãe, e pras mães que lerem o meu texto, FELIZ DIA DAS MÃES!
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sábado, 7 de maio de 2011
Europa - Consciência política ? Democracia ?
Vejam só o que é a consciência, ou ser consciente.
As fortunas dos dirigentes Árabes foram sempre acolhidas pelos bancos Europeus.
Agora os governos europeus congelam suas contas.
O que teria acontecido para presenciarmos uma mudança radical ?
Ou, antes eram santos e hoje são o diabo ?
Algo se encontra oculto da opinião pública, que mais uma vez parece ser manipulada, talvez porque não se tenha a coragem de dizer que esta mudança é motivada por interesses económicos.
Primeiro África, que se pensava com a democratização, abrir espaços económicos, o que de fato aconteceu, mas insuficientes.
Agora o mundo Ocidental exige a democratização dos países Árabes.
Eh. meus amigos esta coisa do crescimento económico tem seu fim, e causa graves perturbações sociais nos países desenvolvidos, e como governos ditatoriais, de partido único, não são facilmente manipulados, e são um entrave ao consumo, chegou a febre de acabar com eles.
Qual o preço a pagar ?
Francamente não sei.
Mas que a coisa está preta, lá isso está.
Pobre democracia.
As fortunas dos dirigentes Árabes foram sempre acolhidas pelos bancos Europeus.
Agora os governos europeus congelam suas contas.
O que teria acontecido para presenciarmos uma mudança radical ?
Ou, antes eram santos e hoje são o diabo ?
Algo se encontra oculto da opinião pública, que mais uma vez parece ser manipulada, talvez porque não se tenha a coragem de dizer que esta mudança é motivada por interesses económicos.
Primeiro África, que se pensava com a democratização, abrir espaços económicos, o que de fato aconteceu, mas insuficientes.
Agora o mundo Ocidental exige a democratização dos países Árabes.
Eh. meus amigos esta coisa do crescimento económico tem seu fim, e causa graves perturbações sociais nos países desenvolvidos, e como governos ditatoriais, de partido único, não são facilmente manipulados, e são um entrave ao consumo, chegou a febre de acabar com eles.
Qual o preço a pagar ?
Francamente não sei.
Mas que a coisa está preta, lá isso está.
Pobre democracia.
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terça-feira, 3 de maio de 2011
Mataram o cabra macho
Mataram o cabra macho que desafiou o império da verdade e da razão, a que logo fazem saber que é terra de liberdade para dar um tom de coisa real á própria morte, que nos liberta de uma raiva contida, que uma vez vingada desaparece como por encanto.
Mataram o cabra macho, herói de terreno baldio, das montanhas e cavernas, eremita dos Emirados, homem de mil e uma noites e mulheres, aqui na terra como no céu, abraçou de vez suas virgens, o lavando de todas as impurezas, o tornando renovado e puro.
Da matança dos heróis reza a história, que faz herói aquele que o matou, e de objeto sagrado aquele que morreu ás mãos de um justiceiro, em que o oculto de um passado já nem se recorda mais, nem existe o desejo de saber quem deu o primeiro passo.
Quem o fez herói ?
Já nenhum de nós se recorda.
Fernando Pessoa – Livro do desassossego
- Vai inconsciente. Vive inconsciente. Dorme porque todos dormimos. Toda a vida é um sonho. Ninguém sabe o que faz, ninguém sabe o que quer, ninguém sabe o que sabe. Dormimos a vida, eternas crianças do Destino. Por isso sinto, se pensa com esta sensação, uma ternura informe e imensa por toda a humanidade infantil, por toda a vida social dormente, por todos, por tudo.
Vejo-os a todos através de uma compaixão de único consciente, os pobres-diabos homens, o pobre-diabo humanidade,
O que está tudo isto a fazer aqui ?
Mataram o cabra macho, herói de terreno baldio, das montanhas e cavernas, eremita dos Emirados, homem de mil e uma noites e mulheres, aqui na terra como no céu, abraçou de vez suas virgens, o lavando de todas as impurezas, o tornando renovado e puro.
Da matança dos heróis reza a história, que faz herói aquele que o matou, e de objeto sagrado aquele que morreu ás mãos de um justiceiro, em que o oculto de um passado já nem se recorda mais, nem existe o desejo de saber quem deu o primeiro passo.
Quem o fez herói ?
Já nenhum de nós se recorda.
Fernando Pessoa – Livro do desassossego
- Vai inconsciente. Vive inconsciente. Dorme porque todos dormimos. Toda a vida é um sonho. Ninguém sabe o que faz, ninguém sabe o que quer, ninguém sabe o que sabe. Dormimos a vida, eternas crianças do Destino. Por isso sinto, se pensa com esta sensação, uma ternura informe e imensa por toda a humanidade infantil, por toda a vida social dormente, por todos, por tudo.
Vejo-os a todos através de uma compaixão de único consciente, os pobres-diabos homens, o pobre-diabo humanidade,
O que está tudo isto a fazer aqui ?
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domingo, 1 de maio de 2011
Transtorno bipolar
A verbalização apresenta grandes dificuldades para expressar de forma precisa os fenômenos mentais, em que as designações encontradas podem de alguma forma levar as pessoas a entenderem coisa diferente.
Quando se menciona a palavra bipolar, significa que o mesmo transtorno apresenta dois pólos diferenciados, e de imediato nos fazem saber, que o sujeito que padece deste transtorno tanto pode apresentar uma euforia desmedida, como de seguida entrar num estado depressivo profundo.
Nos vem de imediato á idéia um fio elétrico ligado á corrente, que de um lado apresenta o pólo positivo (euforia) e do outro o negativo (depressão).
Tais fenômenos são de fato observados, mas a idéia que transparece da designação bipolar é que se trata da mesma força interior que apresenta essas características, ou seja, que são derivadas do mesmo transtorno, quando existem fortes probabilidades de não ser assim.
Para além da existência de várias causas que estão subjacentes á patologia, existem fatores circunstanciais que podem despertar forças interiores de diversa ordem, por isso fala-se em complexidade mental, que não podem, nem devem ter um leitura simples.
Por outro lado sabemos, que uma força não anula a outra, nem uma patologia determinada pode anular outra qualquer, embora uma delas possa evidenciar-se, pelo que será sempre de suspeitar que algo possa estar a montante que não é revelado.
O que se passa no transtorno bipolar é a existência de um transtorno original e um secundário como derivado, que tomaram caminhos diferentes, em que ambos coexistem no mesmo corpo, que não são bipolares, bem pelo contrário apresentam um movimento de sentido único.
O fato de atuarem em separado é a prova disso.
E não será porque o paciente entra em euforia que é forçado a entrar na depressão, mas já não estou tão certo, que para fugir á depressão profunda o corpo não tenha necessidade de entrar em euforia, cuja realização não é satisfatória, e por isso vai cair de onde pretendia fugir, percebendo-se um ciclo, mais ou menos fechado, que não uma bipolaridade.
Parece existir um fator determinante funcional, como necessidade do corpo, e um outro ideativo, como desejo psíquico, que ao tentarem estabelecer uma conexão não o conseguem fazer.
Contracatexia significa a existência de uma força alheia a determinado movimento de energia, que tende a exercer uma interrupção, ou bloqueio, a partir de elementos de interseção, que por diversos motivos apresentam a capacidade de interferir com o movimento primário.
Como dá para perceber não se trata propriamente de uma força contra a outra, como se fosse uma luta de galos, mas de algo exterior que se interpõe, que apresenta a capacidade de interromper, ou bloquear o movimento inicial dessa força.
Atente-se nos medicamentos anti depressivos, que dizem ser inibidores ou bloqueadores de determinada substância ativa.
Como o corpo se rege a partir do princípio de satisfação, a insatisfação será suportável até determinado limite, e cada um tem o seu, tende reverter a situação para que possa retornar ás condições de satisfação.
Como nos é dado a perceber encontramo-nos perante formas abstratas e inconscientes, que muito embora nos custe admitir comandam parte do movimento de nosso corpo.
Em psicanálise é fundamental operar ao nível do inconsciente, que apresenta como é sabido forças derivadas, sentidos de representações, que se entrecruzam, mas não se anulam, que tendem a emergir como desejos, procurando a atividade.
Porque inibidos podem ser impedidos de se revelarem, mas não estão inoperantes, apenas encontram-se aquietados á espera de uma oportunidade para se evidenciarem.
Ao recusar tratar designações e sintomas, o analista deve tentar encontrar a partir do processo primário, tendo em conta a genética e biologia, e toda evolução posterior, onde se deu a fragmentação de um determinado movimento, se é que ela se deu, ou procurar os derivados a partir de uma organização ideativa provocada pela formação familiar
Quando se menciona a palavra bipolar, significa que o mesmo transtorno apresenta dois pólos diferenciados, e de imediato nos fazem saber, que o sujeito que padece deste transtorno tanto pode apresentar uma euforia desmedida, como de seguida entrar num estado depressivo profundo.
Nos vem de imediato á idéia um fio elétrico ligado á corrente, que de um lado apresenta o pólo positivo (euforia) e do outro o negativo (depressão).
Tais fenômenos são de fato observados, mas a idéia que transparece da designação bipolar é que se trata da mesma força interior que apresenta essas características, ou seja, que são derivadas do mesmo transtorno, quando existem fortes probabilidades de não ser assim.
Para além da existência de várias causas que estão subjacentes á patologia, existem fatores circunstanciais que podem despertar forças interiores de diversa ordem, por isso fala-se em complexidade mental, que não podem, nem devem ter um leitura simples.
Por outro lado sabemos, que uma força não anula a outra, nem uma patologia determinada pode anular outra qualquer, embora uma delas possa evidenciar-se, pelo que será sempre de suspeitar que algo possa estar a montante que não é revelado.
O que se passa no transtorno bipolar é a existência de um transtorno original e um secundário como derivado, que tomaram caminhos diferentes, em que ambos coexistem no mesmo corpo, que não são bipolares, bem pelo contrário apresentam um movimento de sentido único.
O fato de atuarem em separado é a prova disso.
E não será porque o paciente entra em euforia que é forçado a entrar na depressão, mas já não estou tão certo, que para fugir á depressão profunda o corpo não tenha necessidade de entrar em euforia, cuja realização não é satisfatória, e por isso vai cair de onde pretendia fugir, percebendo-se um ciclo, mais ou menos fechado, que não uma bipolaridade.
Parece existir um fator determinante funcional, como necessidade do corpo, e um outro ideativo, como desejo psíquico, que ao tentarem estabelecer uma conexão não o conseguem fazer.
Contracatexia significa a existência de uma força alheia a determinado movimento de energia, que tende a exercer uma interrupção, ou bloqueio, a partir de elementos de interseção, que por diversos motivos apresentam a capacidade de interferir com o movimento primário.
Como dá para perceber não se trata propriamente de uma força contra a outra, como se fosse uma luta de galos, mas de algo exterior que se interpõe, que apresenta a capacidade de interromper, ou bloquear o movimento inicial dessa força.
Atente-se nos medicamentos anti depressivos, que dizem ser inibidores ou bloqueadores de determinada substância ativa.
Como o corpo se rege a partir do princípio de satisfação, a insatisfação será suportável até determinado limite, e cada um tem o seu, tende reverter a situação para que possa retornar ás condições de satisfação.
Como nos é dado a perceber encontramo-nos perante formas abstratas e inconscientes, que muito embora nos custe admitir comandam parte do movimento de nosso corpo.
Em psicanálise é fundamental operar ao nível do inconsciente, que apresenta como é sabido forças derivadas, sentidos de representações, que se entrecruzam, mas não se anulam, que tendem a emergir como desejos, procurando a atividade.
Porque inibidos podem ser impedidos de se revelarem, mas não estão inoperantes, apenas encontram-se aquietados á espera de uma oportunidade para se evidenciarem.
Ao recusar tratar designações e sintomas, o analista deve tentar encontrar a partir do processo primário, tendo em conta a genética e biologia, e toda evolução posterior, onde se deu a fragmentação de um determinado movimento, se é que ela se deu, ou procurar os derivados a partir de uma organização ideativa provocada pela formação familiar
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