sexta-feira, 19 de abril de 2013
O não dito
Consigo deliciar-me muito mais com o não dito, do que com aquilo que supostamente o autor queira dizer, dado que deixa escapar nas entrelinhas algo, ou alguma coisa, que julgou não merecer ser associado.
Sempre fui mal amado por eles, embora muitos não saibam disso, detentores de um suposto saber, lhes bebo as palavras, mas sempre os questiono, não obstante sua ausência, que através da escrita se fazem presentes.
Reconheço o esforço, porque comunicar, dialogar e escrever não é nada fácil, mas não tenho essa capacidade de absorver tudo quanto me querem oferecer como se fosse esponja, o que não me levaria a tanto incômodo, porém, faria de mim um seguidor e um orador repetidor do que outros já disseram.
Seria então um neurótico desejante, tanto que eu gosto desta palavra, que não tendo nada para oferecer, me limitaria a desejar o desejo de outros, entendidos como sábios e poderosos, e por eles me bateria até à morte.
A morte está certa os desejos não devem ser determinados por outros, mas a realidade mostra por vezes o contrário, que por isso devemos respeitar, muito embora seguindo nosso próprio caminho.
É esse diálogo que mantenho com o desconhecido, que não estranho, que se revela a cada passo, que me faz enxergar o outro como sendo o outro, diferente, nem superior ou inferior, esperando que alguém possa acompanhar-me nesta viagem terrena, num mundo cheio de dúvidas que carece de reflexão.
Nunca tive essa ambição militar, mesmo em período de guerra, de caminhar atrás ou á frente de quem quer que seja, dado que todos, sem exceção, merecem o mesmo respeito e consideração, mas afasto-me daqueles que julgam que o mundo estrelado é que pariu o ovo.
Não sou o Sol porque preciso dele, não só do calor, afeto, mas de sua luz que possa afetar meu mundo das trevas, que quanto mais luz melhor como o caminhar para eternidade, em que nada se esgota, e sempre desejamos mais.
Quem não teve luz na formação provavelmente terá dificuldades em perceber do que estou a falar, mas estão a tempo, mesmo devagar que seja, conhecer esse mundo maravilhoso que não nos deixa cair em tentação.
È a vida contra a vida que muitos propõem que cristaliza o homem da caverna, tão bem reproduzida por Nietzsche, esse depravado filósofo, que teve a coragem de afirmar que castrar os instintos era castrar a vida.
Um vida que castra a outra, carece de vida.
Não sou, nem tenho a ambição de ser um intelectual que só fala e escreve para uma minoria, porque isso seria castrar meus instintos e minha própria vida, como se o Sol fosse roubado, ou desviado de uma parte da humanidade, mas entendo aqueles que o fazem.
Eles parecem possuir a magia, ou o romantismo de uma formação, que os impele a oferecer aos outros todos esses dons, cuja finalidade é ser adorado, reservando-se no convívio, como se fosse Rei, Papa ou Deus.
O porquê nunca me abandonou, e o procuro dentro de mim, não de forma apressada, mas insistente e demorada, tentando associar o que parece estar dissociado e não ter explicação, dando tempo ao meu cérebro o descanso necessário para colocar tudo na devida ordem, que só ele parece saber.
De repente um insight. De repente uma imagem observada, cujos significados podem ser tão diferentes, fazem-me sentir e rever o já visto, tentando associar o não compreendido, que através de uma imagem possa conduzir-me à compreensão. Tudo isto sem o mínimo de esforço da minha parte, abandonando o que deve ser abandonado, associando aquilo que possa ser associado.
Basta questionar para ser odiado por uns e amados por outros.
È assim a vida.
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quarta-feira, 17 de abril de 2013
Do livro - A traição do corpo que sente
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domingo, 14 de abril de 2013
Levanta e anda
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sexta-feira, 5 de abril de 2013
Religião e política
O universo é complexo e ao mesmo tempo perfeito em sua química e movimentos. Tenho assistido no FB nos útlimos dias, à disputa acesa entre adeptos do Pastor \ político Feliciano, e daqueles que o desconsideram por suas contundentes declarações. Hoje em Portugal é comemorado o dia da abolição da inquisição, que teve como consequência o afastamento da Igreja e seus seguidores das cadeiras do poder político, o que me leva a crer que qualquer ideia, sem o suporte do poder instituído em lei perde sua intensidade. Mas hoje, com a diversidade tecnológica, as coisas tendem ao equilíbrio, dado que ao grande público chegam informações de toda a ordem e origem, o que não configura um sentido único, que possa servir à intoxicação. Porém, a teoria dos grupos mantém-se, que posicionados num e no outro lado da corda parecem não querer arredar pé de suas convicções, que se subir de tom, numa determinada circunstância podem partir para a agressão, transformando o seu ideal em fanatismo. O universo faz o mesmo, quando algo está a incomodar a matéria organizada é promovida a explosão, para tudo retornar ao que sempre foi. E assim podemos observar a história da humanidade, que repete sempre as mesmas coisas, sem querer saber dos danos colaterais. A ânisa de poder, de ser poderoso, de estar com o poder, de partilhar dessa potência que parece faltar a grande parte dos homens, sentido a sua impotência reagem com toda a bestialidade, na tentativa de mostrar toda a sua força, de que na realidade não são possuídos. Se a inteligência provém do homem, que não da matéria, aqui fica a pergunta : - Porque nos comportamos como a matéria ?
quarta-feira, 20 de março de 2013
Psicoanalizare: Amor e ódio – Fenômenos quânticos
Psicoanalizare: Amor e ódio – Fenômenos quânticos: A negação e afirmação, amor e ódio, que dizemos dualista, de fato é ambivalente, pelo que devemos considerar um determinado quantum de inves...
sábado, 26 de janeiro de 2013
Maturidade
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Poderosas e submissos
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