Estava eu no passeio, agora lugar servindo de fudómetro, a que todos os fumantes têm acesso, uma vez corridos das cadeiras do café, quando de repente, do outro lado da rua, um corre, corre danado, e uns gritos de mulheres aflitas, pedindo socorro, em que se podia ouvir o tradicional slogan ¨ agarra que é ladrão ¨.
O camarada que seguia na dianteira, transportava uma sacola, que pelos vistos devia estar bem pesada, dado que tinha alguma dificuldade em correr, apesar de ser jovem.
Pudera, tinham acabado de assaltar uma joalharia, numa das ruas mais movimentadas da cidade de Divinopólis, fazendo uma limpeza geral.
O outro comparsa seguia á frente do pelotão abrindo caminho com uma 7.38 não fosse algum manifestante ter a pouca vergonha de o interceptar.
O segurança da joalharia, seguia mais atrás, na tentativa de devolver o troco, dado que fora imobilizado, quando aquela turma resolveu botar a mão nas coisas alheias.
Mais á frente, os meliantes renderam um condutor, entraram no automóvel, e quando estavam preparados para a corrida, a brincadeira acabou, com a entrada na pista de dois carros patrulha da polícia.
Alívio geral, que desta vez não meteu tiros, caso raro.
As mulheres choravam, ao mesmo tempo de raiva, e de alegria, por terem recuperado todo o produto do roubo, e aproveitaram a deixa para dar uns tapas nos atrevidos.
Agora presos, têm a oportunidade de rever todo o processo, perceber o que falhou, para que da próxima vez tudo possa correr a contento.
Uma atrevida acrescentou – Cama, roupa lavada, televisão e sexo, que mais lhes pode faltar ?
As pessoas inventam cada coisa.
sábado, 31 de julho de 2010
Assaltantes despreparados
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Conhecimento limitado
Conhecemos parte de um todo, que sabemos que existe, mas que não conseguimos definir, porque desconhecemos.
Sabemos que existe, mas desconhecemos.
Algo parece soar estranho nesta frase.
O que desconhecemos é a sua definição.
Saber é sentir, e não imaginar.
E de onde vem tal sentir, saber e conhecimento, que afirmamos desconhecer ?
Através do movimento, e da lógica sequencial, que nos dá a sensação, que a cada metro da caminhada, descobrimos um metro mais á frente.
Na realidade não descobrimos nada, as coisas apenas são reveladas através do seu movimento, ora nos aproximamos delas, ou elas se aproximam de nós.
Se passamos pelas pessoas, do mesmo modo elas passam por nós.
Quem passou por quem ?
Discussão inútil daquilo que foi, e, é passado.
Ambos são objetos, que já não existem mais um para o outro, até se encontrarem de novo.
O movimento do passado, nos faz movimentar de novo, porque desejado, nos faz passar novamente por semelhante situação.
Passado, que se faz presente, mesmo ausente, através de uma imagem, que não existe na realidade, que é virtual, que a cada movimento é retocada, renovada, com uma imagem real.
Somos os pintores das nossas próprias telas.
E somos induzidos pelas cores, e pinturas alheias.
A escolha quando existe é de cada um.
Não querendo passar pelo o passado, não desejamos passar pela rua onde mora, aquele que foi o amor desejado, que já não é mais.
O desejado, convertido a um não desejo, vá lá saber porquê, que tende a inverter o movimento do passado.
Não conhecemos o todo, porque coisa infinita, não pode ser conhecida, nem se deixa conhecer.
Damos apenas conta das partículas, e de suas formas estéticas, que constituem parte de um todo, desse todo desconhecido, mas que sabemos que existe, que o ser humano não consegue abarcar.
Sabemos que existe o espaço, mas não o sabemos definir.
Não sabemos definir, mas temos uma idéia, que advém da sua existência, mas sobre a qual não temos idéia nenhuma.
Porque existe, e de onde vem tal existência, não sabemos, apenas sabemos que existe, e por dedução, afirmamos conhecer, o que na realidade desconhecemos, que se encontra para lá do horizonte.
A noção, que além não pode ser diferente do aquém, nem diferente do presente, nos garante a uniformidade do pensamento.
Mas o que conhecemos, ou dizemos conhecer, está restringido ao espaço.
Definimos formas estéticas construídas por associação de partículas, como parte insignificante de um todo, que desconhecemos.
A verdade, entendida como absoluta, se é que existe, tal como o todo, a desconhecemos.
A cada instante nos deparamos com a realidade, que é a realidade de cada um, de acordo com a posição que ocupa, em relação a um outro.
A verdade é que eu passei pelo o sujeito, e não que ele tenha passado por mim, porque essa é a verdade dele, e não a minha.
Mas a verdade, porque real, é que ambos passamos um pelo o outro.
Não existe o todo, como coisa absoluta, dado que a cada momento ele se modifica, altera, apenas será a parte de um todo, que se transforma a todo o momento, que percebemos nisso, a totalidade, que é mostrada por intermédio dos nossos sentidos.
O todo pressupõe algo completo, uno, indivisível e imutável, e isso parece não existir, porque sujeito á mutação, o todo deixa de o ser, para transformar-se em outra coisa qualquer, a que chamamos novamente de todo.
O todo, por isso é uma ilusão, apenas serve de referência, mas não é uma forma absoluta.
Nietzsche: - Não existe o todo, mas nada existe fora do todo.
Não nego o todo, mas não o posso considerar como tal, a não ser restringido a determinado espaço, cujas circunstancias, tende a alterar os corpos, que devido a isso, são forçados a ocupar um outro espaço.
Cada um é um corpo lançado no espaço, que faz parte de um todo, que está limitado a determinado espaço.
Cada ser vivo está limitado a um raio de ação, a um espaço, que restringe o seu conhecimento, e por isso o seu conhecimento é limitado.
Sabemos que existe, mas desconhecemos.
Algo parece soar estranho nesta frase.
O que desconhecemos é a sua definição.
Saber é sentir, e não imaginar.
E de onde vem tal sentir, saber e conhecimento, que afirmamos desconhecer ?
Através do movimento, e da lógica sequencial, que nos dá a sensação, que a cada metro da caminhada, descobrimos um metro mais á frente.
Na realidade não descobrimos nada, as coisas apenas são reveladas através do seu movimento, ora nos aproximamos delas, ou elas se aproximam de nós.
Se passamos pelas pessoas, do mesmo modo elas passam por nós.
Quem passou por quem ?
Discussão inútil daquilo que foi, e, é passado.
Ambos são objetos, que já não existem mais um para o outro, até se encontrarem de novo.
O movimento do passado, nos faz movimentar de novo, porque desejado, nos faz passar novamente por semelhante situação.
Passado, que se faz presente, mesmo ausente, através de uma imagem, que não existe na realidade, que é virtual, que a cada movimento é retocada, renovada, com uma imagem real.
Somos os pintores das nossas próprias telas.
E somos induzidos pelas cores, e pinturas alheias.
A escolha quando existe é de cada um.
Não querendo passar pelo o passado, não desejamos passar pela rua onde mora, aquele que foi o amor desejado, que já não é mais.
O desejado, convertido a um não desejo, vá lá saber porquê, que tende a inverter o movimento do passado.
Não conhecemos o todo, porque coisa infinita, não pode ser conhecida, nem se deixa conhecer.
Damos apenas conta das partículas, e de suas formas estéticas, que constituem parte de um todo, desse todo desconhecido, mas que sabemos que existe, que o ser humano não consegue abarcar.
Sabemos que existe o espaço, mas não o sabemos definir.
Não sabemos definir, mas temos uma idéia, que advém da sua existência, mas sobre a qual não temos idéia nenhuma.
Porque existe, e de onde vem tal existência, não sabemos, apenas sabemos que existe, e por dedução, afirmamos conhecer, o que na realidade desconhecemos, que se encontra para lá do horizonte.
A noção, que além não pode ser diferente do aquém, nem diferente do presente, nos garante a uniformidade do pensamento.
Mas o que conhecemos, ou dizemos conhecer, está restringido ao espaço.
Definimos formas estéticas construídas por associação de partículas, como parte insignificante de um todo, que desconhecemos.
A verdade, entendida como absoluta, se é que existe, tal como o todo, a desconhecemos.
A cada instante nos deparamos com a realidade, que é a realidade de cada um, de acordo com a posição que ocupa, em relação a um outro.
A verdade é que eu passei pelo o sujeito, e não que ele tenha passado por mim, porque essa é a verdade dele, e não a minha.
Mas a verdade, porque real, é que ambos passamos um pelo o outro.
Não existe o todo, como coisa absoluta, dado que a cada momento ele se modifica, altera, apenas será a parte de um todo, que se transforma a todo o momento, que percebemos nisso, a totalidade, que é mostrada por intermédio dos nossos sentidos.
O todo pressupõe algo completo, uno, indivisível e imutável, e isso parece não existir, porque sujeito á mutação, o todo deixa de o ser, para transformar-se em outra coisa qualquer, a que chamamos novamente de todo.
O todo, por isso é uma ilusão, apenas serve de referência, mas não é uma forma absoluta.
Nietzsche: - Não existe o todo, mas nada existe fora do todo.
Não nego o todo, mas não o posso considerar como tal, a não ser restringido a determinado espaço, cujas circunstancias, tende a alterar os corpos, que devido a isso, são forçados a ocupar um outro espaço.
Cada um é um corpo lançado no espaço, que faz parte de um todo, que está limitado a determinado espaço.
Cada ser vivo está limitado a um raio de ação, a um espaço, que restringe o seu conhecimento, e por isso o seu conhecimento é limitado.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Máscara democrática
A ganância e a hipocrisia abala a estrutura familiar, e tende a refletir-se na sociedade, das quais nem o poder escapa, seja ele qual for.
Da confusão nasce o emprego para todos, pelo menos para alguns, que se não fora isso, teriam de ir de férias para o campo, ou exercer uma outra atividade qualquer.
Por isso, nada melhor, que instigar as pessoas, alimentando a sua sede de poder, e dinheiro, nessa luta insana, que provoca inúmeras vítimas, mas que gera muitos processos, receita quanto baste, e consultas médicas.
A isto chamam alguns de progresso, outros de capitalismo selvagem, e ainda existem uns quantos, que afirmam que os vilões deixam cair a máscara de democracia, mostrando a verdadeira face de uma mentalidade digna de um Estado totalitário, repressivo e subversivo.
O subversivo percebe-se quando a dialética tenta impor-se aos princípios, em que o lado sedutor do bem falante, com cara de anjo, tenta tranquilizar as almas ofendidas, cuja intenção é ganhar tempo, para de seguida saltar em cima da presa, virando abutre, comendo a carne, e vampiro, bebendo o sangue de suas vítimas.
Consumado o ato, saindo mais uma vez impune, colarinhos engomado, e nariz empinado, abre os braços e agradece a benção, embora não consiga perceber quem a possa dar.
Os outros, que é a maioria, os submissos, por não saberem o que fazer, atormentados pelo medo da punição, esquecem que têm direitos, pelo menos estão escritos, preferem deixar para lá, talvez não tanto pelo o incómodo, mas porque é pago a peso do ouro o direito á reclamação, tirando o que lhes resta para sobreviverem.
O que fazem ?
Falam, falam, falam, mas enquanto isso a caravana passa.
A sociedade parece um imenso consultório, em que o diabo é o porteiro, que de vez em quando grita bem alto – Faz favor de entrar a próxima vítima.
E desse modo, vamos cantando e rindo até que a morte nos separe.
Que venha o Estado de direito, gritam uns.
Grita o diabo, se o encontrarem por aí, prendam-no, que ele será a próxima vítima.
Claro que isto é ficção, retirado algures de uma peça de teatro, de um escritor maluco.
Da confusão nasce o emprego para todos, pelo menos para alguns, que se não fora isso, teriam de ir de férias para o campo, ou exercer uma outra atividade qualquer.
Por isso, nada melhor, que instigar as pessoas, alimentando a sua sede de poder, e dinheiro, nessa luta insana, que provoca inúmeras vítimas, mas que gera muitos processos, receita quanto baste, e consultas médicas.
A isto chamam alguns de progresso, outros de capitalismo selvagem, e ainda existem uns quantos, que afirmam que os vilões deixam cair a máscara de democracia, mostrando a verdadeira face de uma mentalidade digna de um Estado totalitário, repressivo e subversivo.
O subversivo percebe-se quando a dialética tenta impor-se aos princípios, em que o lado sedutor do bem falante, com cara de anjo, tenta tranquilizar as almas ofendidas, cuja intenção é ganhar tempo, para de seguida saltar em cima da presa, virando abutre, comendo a carne, e vampiro, bebendo o sangue de suas vítimas.
Consumado o ato, saindo mais uma vez impune, colarinhos engomado, e nariz empinado, abre os braços e agradece a benção, embora não consiga perceber quem a possa dar.
Os outros, que é a maioria, os submissos, por não saberem o que fazer, atormentados pelo medo da punição, esquecem que têm direitos, pelo menos estão escritos, preferem deixar para lá, talvez não tanto pelo o incómodo, mas porque é pago a peso do ouro o direito á reclamação, tirando o que lhes resta para sobreviverem.
O que fazem ?
Falam, falam, falam, mas enquanto isso a caravana passa.
A sociedade parece um imenso consultório, em que o diabo é o porteiro, que de vez em quando grita bem alto – Faz favor de entrar a próxima vítima.
E desse modo, vamos cantando e rindo até que a morte nos separe.
Que venha o Estado de direito, gritam uns.
Grita o diabo, se o encontrarem por aí, prendam-no, que ele será a próxima vítima.
Claro que isto é ficção, retirado algures de uma peça de teatro, de um escritor maluco.
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Falemos clarto
domingo, 25 de julho de 2010
Medo da contaminação
( Comentário referente á postagem anterior )
Se as pessoas que estão ligadas ao processo educativo e intelectual, têm a noção, que aquilo que possa ser dito, tende a influenciar, ou seja, a induzir, a manipular as pessoas, da mesma forma o estarão a fazer.
Por outro lado, sem se aperceberem estão a dar razão, a todos aqueles que afirmam, que só a formação e educação pode conduzir o ser humano á autonomia.
Desse modo, somos levados a considerar a menoridade de todos aqueles que se deixam seduzir, ou manipular.
E se assim é, não podemos falar em princípio de racionalidade, mas em imitação e crença, como forma primária de uma formação infantil.
Negar as evidências, ou seja, a realidade, nada mais fazemos, que alimentar um estado anterior de dependência, o que retira a possibilidade do indivíduo algum dia ser autónomo.
É bom que se diga, que autonomia sem respeito e consideração pelo o outro, é libertinagem, e por aí não vou.
Se as pessoas que estão ligadas ao processo educativo e intelectual, têm a noção, que aquilo que possa ser dito, tende a influenciar, ou seja, a induzir, a manipular as pessoas, da mesma forma o estarão a fazer.
Por outro lado, sem se aperceberem estão a dar razão, a todos aqueles que afirmam, que só a formação e educação pode conduzir o ser humano á autonomia.
Desse modo, somos levados a considerar a menoridade de todos aqueles que se deixam seduzir, ou manipular.
E se assim é, não podemos falar em princípio de racionalidade, mas em imitação e crença, como forma primária de uma formação infantil.
Negar as evidências, ou seja, a realidade, nada mais fazemos, que alimentar um estado anterior de dependência, o que retira a possibilidade do indivíduo algum dia ser autónomo.
É bom que se diga, que autonomia sem respeito e consideração pelo o outro, é libertinagem, e por aí não vou.
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Falemos claro
sexta-feira, 23 de julho de 2010
O medo da contaminação
Márcio Peter de Souza Leite Um artigo retirado do seu blog – O erro de Damásio
Antônio Damásio no livro “De onde vêm as emoções? Como as células tornam alguém consciente?”, desenvolve uma teoria provocativa sobre a consciência, que coloca o corpo, e não somente o cérebro, no centro da ação. “Ele continua na mesma ideologia, do homem neuronal, mas ao localizar o ser do homem, a alma, não o faz na serotonina, mas no corpo, pois a mente não termina no cérebro.
Outra maneiras de explicar as razões das condutas humanas podem ser encontradas em um outro livro de Antônio Damásio - “O erro de Descartes” - um texto que explora a conseqüência do cogito cartesiano,que foi a divisão entre psíquico e soma. Penso logo sou, implica em um quem pensa, a res cogitans, que não tem existência material. Eu sou é a res extensa, e existe materialmente.
Qual então, o erro de Descartes para Antônio Damásio? (… ) "Poderíamos começar com um protesto e censurá-lo por ter convencido os biólogos a adotarem, até hoje, uma mecânica de relojoeiro como modelo de processos vitais. Mas talvez isso não fosse muito justo, e comecemos, então, pelo ‘penso, logo existo’. (…) A afirmação sugere que pensar e ter consciência de pensar são os verdadeiros substratos de existir. E, como sabemos que Descartes via o ato de pensar como uma atividade separada do corpo, essa afirmação celebra a separação da mente, a ‘coisa pensante’ (res cogitans), do corpo não pensante, o qual tem extensão e partes mecânicas (res extensa)". (Antônio R. Damásio, O erro de Descartes, Companhia das Letras, 1996, p.279).
Damásio propõe corrigir o erro de Descartes. O tomamos aqui como paradigma das tendências da psiquiatria biológica atual, e do cognitivismo. A tendência atual é de se criticar tudo que se sustenta no dualismo como sendo ultrapassado, como sendo inexato, como sendo os restos de uma filosofia superada. A ciência atual prefere recuperar a possibilidade de se pensar a mente, reduzindo ao cérebro, caracterizado num monismo fisicalista.
Damásio propõe a adoção de uma perspectiva do organismo que não só tem que passar pelo código físico, mas tem que passar pelo domínio do tecido biológico. Ele sugere que se pense a mente pelo tecido biológico, pela córtex cerebral.
A tendência atual das ciências da mente – que se chama mind, uma palavra que não é nem psíquico, nem indivíduo, nem ser, um termo novo – é negar o dualismo e adotar o monismo, não qualquer monismo (pode-se ter vários tipos de monismo), mas um monismo fisicalista, quer dizer, mente e cérebro são a mesma coisa. A mente é consequência do funcionamento cerebral.
Na tradição filosófica um monismo fisicalista que tome por base o funcionamento cerebral pode ser identificado a um materialismo. Este materialismo assim definido passa a ser também uma ontologia, uma teoria do ser, e tem por consequência uma visão de mundo, uma concepção do mundo.
É o que está acontecendo: subverte a ética, subverte a moral, subverte as possibilidades de imputabilidade das ações do sujeito, desresponsabiliza o sujeito pelos seus atos.
Comentário:
Como é possível uma teoria monista fisicalista provocar tudo isso ?
Ela apenas tenta explicar, a partir de determinada concepção um fenómeno, que fora entendido por outros de uma forma diferenciada. Damásio é um homem da ciência, que tenta desvendar os mistérios neuroniais, e sua complexidade no cérebro humano, e apenas isso. Que despropósito, atribuir á neurociência, a responsabilidade pelas relações humanas, ou que por via de suas concepções, a sociedade seja induzida a ter determinada postura. A certeza que tudo está no lugar certo, pressupõe a continuidade, que não a ruptura, e a mutação, o que implica necessariamente a manutenção de um estado de civilização, e a constatação do transtorno psíquico. Talvez seja isso, que muitos pretendem. Observar uma sociedade ¨ bem ¨comportada, mas adoecida.
Antônio Damásio no livro “De onde vêm as emoções? Como as células tornam alguém consciente?”, desenvolve uma teoria provocativa sobre a consciência, que coloca o corpo, e não somente o cérebro, no centro da ação. “Ele continua na mesma ideologia, do homem neuronal, mas ao localizar o ser do homem, a alma, não o faz na serotonina, mas no corpo, pois a mente não termina no cérebro.
Outra maneiras de explicar as razões das condutas humanas podem ser encontradas em um outro livro de Antônio Damásio - “O erro de Descartes” - um texto que explora a conseqüência do cogito cartesiano,que foi a divisão entre psíquico e soma. Penso logo sou, implica em um quem pensa, a res cogitans, que não tem existência material. Eu sou é a res extensa, e existe materialmente.
Qual então, o erro de Descartes para Antônio Damásio? (… ) "Poderíamos começar com um protesto e censurá-lo por ter convencido os biólogos a adotarem, até hoje, uma mecânica de relojoeiro como modelo de processos vitais. Mas talvez isso não fosse muito justo, e comecemos, então, pelo ‘penso, logo existo’. (…) A afirmação sugere que pensar e ter consciência de pensar são os verdadeiros substratos de existir. E, como sabemos que Descartes via o ato de pensar como uma atividade separada do corpo, essa afirmação celebra a separação da mente, a ‘coisa pensante’ (res cogitans), do corpo não pensante, o qual tem extensão e partes mecânicas (res extensa)". (Antônio R. Damásio, O erro de Descartes, Companhia das Letras, 1996, p.279).
Damásio propõe corrigir o erro de Descartes. O tomamos aqui como paradigma das tendências da psiquiatria biológica atual, e do cognitivismo. A tendência atual é de se criticar tudo que se sustenta no dualismo como sendo ultrapassado, como sendo inexato, como sendo os restos de uma filosofia superada. A ciência atual prefere recuperar a possibilidade de se pensar a mente, reduzindo ao cérebro, caracterizado num monismo fisicalista.
Damásio propõe a adoção de uma perspectiva do organismo que não só tem que passar pelo código físico, mas tem que passar pelo domínio do tecido biológico. Ele sugere que se pense a mente pelo tecido biológico, pela córtex cerebral.
A tendência atual das ciências da mente – que se chama mind, uma palavra que não é nem psíquico, nem indivíduo, nem ser, um termo novo – é negar o dualismo e adotar o monismo, não qualquer monismo (pode-se ter vários tipos de monismo), mas um monismo fisicalista, quer dizer, mente e cérebro são a mesma coisa. A mente é consequência do funcionamento cerebral.
Na tradição filosófica um monismo fisicalista que tome por base o funcionamento cerebral pode ser identificado a um materialismo. Este materialismo assim definido passa a ser também uma ontologia, uma teoria do ser, e tem por consequência uma visão de mundo, uma concepção do mundo.
É o que está acontecendo: subverte a ética, subverte a moral, subverte as possibilidades de imputabilidade das ações do sujeito, desresponsabiliza o sujeito pelos seus atos.
Comentário:
Como é possível uma teoria monista fisicalista provocar tudo isso ?
Ela apenas tenta explicar, a partir de determinada concepção um fenómeno, que fora entendido por outros de uma forma diferenciada. Damásio é um homem da ciência, que tenta desvendar os mistérios neuroniais, e sua complexidade no cérebro humano, e apenas isso. Que despropósito, atribuir á neurociência, a responsabilidade pelas relações humanas, ou que por via de suas concepções, a sociedade seja induzida a ter determinada postura. A certeza que tudo está no lugar certo, pressupõe a continuidade, que não a ruptura, e a mutação, o que implica necessariamente a manutenção de um estado de civilização, e a constatação do transtorno psíquico. Talvez seja isso, que muitos pretendem. Observar uma sociedade ¨ bem ¨comportada, mas adoecida.
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Psicanalise
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Freud
(Para além do princípio do prazer)
Função e tendência
O princípio do prazer é uma tendência que opera a serviço de uma função, cuja missão é libertar inteiramente o aparelho mental de excitações, conservar a quantidade de excitação constante nele, ou mantê-la tão baixa quanto possível.
Função e tendência
O princípio do prazer é uma tendência que opera a serviço de uma função, cuja missão é libertar inteiramente o aparelho mental de excitações, conservar a quantidade de excitação constante nele, ou mantê-la tão baixa quanto possível.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Fantasia
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