Crônica de Martha Medeiros
A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor?
Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.
Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade.
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
Martha Medeiros Fonte - http://euemeumedo.blogspot.com
segunda-feira, 28 de março de 2011
Felicidade Realista
domingo, 27 de março de 2011
O devir eterno
Psicoanalizare: O devir eterno: "Falarmos do ciclo da vida como função implica uma sistematização, um devir eterno, repetitivo, mecanicista, sem que exista nesse movimento, ..."
Baixaria na net
Celebridades em crise no Twitter: abandonar perfil é solução?
Rede social é um negócio definitivamente complicado. Principalmente para empresas e pessoas jurídicas. É uma vidraça em que tomates e ovos podres podem ser lançados sem muito esforço, além do clique de um mouse. Todos entram na rede com a expectativa de que o Twitter, o Facebook ou qual seja a rede social os ajude a alavancar a força de marca, a gerar buzz, seguidores. São sempre expectativas otimistas, claro. E aí, quando há um contratempo, um arranho na imagem, cobranças por parte do público... O que fazer?
Abandonar o barco é que não pode ser. Muito menos partir para a agressão. Mas isso tem acontecido com uma certa frequência, principalmente entre perfis de celebridades. Empresas não ousariam (pelo menos quero crer que não!) xingar um opositor de "idiota" em pleno Twitter. Mas algumas celebridades e jornalistas assim o fazem, sem perceber a tênue linha que separa a vida privada das pessoas públicas que efetivamente são e procuram ser (caso contrário, não fariam questão de ter um perfil no Twitter). Alguns casos ajudam a ilustrar isso. Um é bem antiguinho, o outro é recente. Falarei sobre ambos, fazendo minhas considerações.
O caso Xuxa:
Em agosto de 2009, Xuxa estava envolvida na gravação de O mistério de Feiurinha, adaptação de um livro infantil do escritor Pedro Bandeira. Escalou a filha, Sasha, para o papel principal do filme e as duas pareciam bem empolgadas com o projeto. Xuxa havia criado um perfil no Twitter em que mantinha contato intenso com seus fãs (e detratores) e utilizava o espaço para escrever sobre a rotina de produção do filme. Um dia, Sasha usou o perfil da mãe para mandar uma mensagem a todos:
Sou eu Sasha. Estou aqui filmando e vai ser um ótimo filme. Tenho que ir... Vou fazer uma sena com a cobra
A reação foi quase imediata. Tweets caçoavam do erro ortográfico da menina - alguns posts eram até bastante agressivos. A mãe Xuxa não gostou nada da forma como trataram sua filha no mundo virtual e perdeu a cabeça. Esquecendo de tudo o que representava (e representa) para milhões de crianças, escreveu:
Para quem não sabe, minha filha foi alfabetizada em inglês. Vou pensar muito em colocá-la para falar com vocês, ela não merece ouvir certas merdas
Isso só colocou mais lenha na fogueira e motivou uma campanha que incentivava os usuários a deixar de segui-la. Xuxa deletou os dois posts - o que tinha o erro de português de Sasha e o seu, "falando" palavrão - , mas já era tarde: o estrago estava feito. O final da história é que a própria Xuxa tomou a iniciativa de abandonar o microblog:
fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo
Claro que não é aceitável que pessoas se utilizem do relativo anonimato que as redes sociais proporcionam para falar de maneira agressiva e grosseira com uma menina de 11 anos. Mas a reação de uma pessoa pública como a Xuxa tinha que ser dosada na medida certa. Falar palavrão e abandonar o Twitter não são boas respostas! Imagine um perfil de uma empresa, por exemplo, um perfil da Pepsi falando palavrão e dizendo que vai abandonar o Twitter porque as pessoas estão falando mal do refrigerante... Soa ridículo, não? Vale o mesmo para a rainha dos baixinhos.
O caso Tiago Leifert
O apresentador do "Globo Esporte" Tiago Leifert começou uma trajetória quase meteórica de sucesso depois que foi escalado para ancorar a "Central da Copa" que a Rede Globo exibia durante as transmissões de partidas da Copa do Mundo de 2010. O jeito descontraído do rapaz atraiu público não só para a "Central", mas também para o diário esportivo da emissora que ele já apresentava. No Twitter, esse sucesso se concretizou nos mais de 840 mil seguidores que o perfil de Leifert atualmente tem.
Nas últimas semanas, o ambiente do mundo futebolístico tem andado bastante conturbado. A cisão no Clube dos 13 sobre a negociação dos direitos de transmissão das próximas edições do Campeonato Brasileiro colocou Globo, Redetv e Record num grande embate. O Congresso Nacional acabou de anunciar que planeja instaurar uma CPI para investigar a CBF.
Parece óbvio que, como apresentador e editor-chefe do "Globo Esporte", Tiago Leifert seria questionado pelos telespectadores a respeito de possíveis matérias que o telejornal pudesse fazer sobre os dois temas polêmicos. Óbvio para todo mundo, menos para o próprio Tiago: a sensação é que o apresentador não estava mesmo preparado para esses questionamentos.
Sobre a CPI da CBF, ele postou um comentário bem-humorado:
Aos amigos preocupados com a CPI da CBF, duas coisas: 1) se houver cpi, o assunto entra nos jornais de rede. 2) eh sabado, vai namorar
Mas os questionamentos não acabaram:
caro @TiagoLeifert há alguma matéria sobre a #CPIdaCBFprogramada para o GE!?
Resposta:
@amaral83 meu amigo, eh sabado. Vai arrumar uma mulher.
Um usuário retuitou a pergunta de um outro:
Boa pergunta RT:@TonFigueiredo @TiagoLeifert pensei q entraria na pauta no GE de hj alguma coisa sobre a#CPIdaCBF, isso não é importante?
Resposta:
@Pedrinhu505 @tonfigueiredo boa pergunta p uma segunda feira. Get a life.
Por fim, na quarta-feira, Tiago Leifert anunciou:
Vou dar um tempo do twitter pq o nivel de discussão está baixíssimo e minha paciência curta. Não quero perder a linha. Até mais.
Elogiável que o jornalista se afaste do Twitter para não perder a linha. Infelizmente, um pouco tarde demais, como podemos ver pelos posts anteriores. Já havia perdido a linha, agredido usuários sem qualquer razão. Outra coisa: se vai se afastar, que necessidade há em anunciar isso? É melhor sair "à francesa", monitorar o perfil por um tempinho e depois voltar a falar quando os ânimos estivessem menos exaltados, com posicionamentos sérios sobre o assunto.
Celebridades têm, claro, pontos que as diferenciam das empresas. Sentem, choram, sofrem, ficam zangadas. E essa diferença fica ainda mais evidente na interação direta com o público que as redes sociais proporcionam. Mas, no que tem de básico, celebridades e empresas são iguais: produtos com público-alvo etc e tal. Então, para as celebridades nas redes sociais, vale essa regrinha de ouro: agir como pessoa e reagir como empresa.
(Fonte - www.Artigonal,com SC #4481768)
Elaine Pinto - Perfil do Autor:
Elaine Pinto é comunicadora social, especializada em Comunicação Empresarial e com sete anos de experiência em Webjornalismo. Completamente fascinada pelo mundo das redes sociais e da Web 2.0 (3.0, um dia, quem sabe?). Adora comunicação, mas detesta falar ao telefone. Mantém o blog Visão Jornalística, com análises sobre Jornalismo e Comunicação.
Rede social é um negócio definitivamente complicado. Principalmente para empresas e pessoas jurídicas. É uma vidraça em que tomates e ovos podres podem ser lançados sem muito esforço, além do clique de um mouse. Todos entram na rede com a expectativa de que o Twitter, o Facebook ou qual seja a rede social os ajude a alavancar a força de marca, a gerar buzz, seguidores. São sempre expectativas otimistas, claro. E aí, quando há um contratempo, um arranho na imagem, cobranças por parte do público... O que fazer?
Abandonar o barco é que não pode ser. Muito menos partir para a agressão. Mas isso tem acontecido com uma certa frequência, principalmente entre perfis de celebridades. Empresas não ousariam (pelo menos quero crer que não!) xingar um opositor de "idiota" em pleno Twitter. Mas algumas celebridades e jornalistas assim o fazem, sem perceber a tênue linha que separa a vida privada das pessoas públicas que efetivamente são e procuram ser (caso contrário, não fariam questão de ter um perfil no Twitter). Alguns casos ajudam a ilustrar isso. Um é bem antiguinho, o outro é recente. Falarei sobre ambos, fazendo minhas considerações.
O caso Xuxa:
Em agosto de 2009, Xuxa estava envolvida na gravação de O mistério de Feiurinha, adaptação de um livro infantil do escritor Pedro Bandeira. Escalou a filha, Sasha, para o papel principal do filme e as duas pareciam bem empolgadas com o projeto. Xuxa havia criado um perfil no Twitter em que mantinha contato intenso com seus fãs (e detratores) e utilizava o espaço para escrever sobre a rotina de produção do filme. Um dia, Sasha usou o perfil da mãe para mandar uma mensagem a todos:
Sou eu Sasha. Estou aqui filmando e vai ser um ótimo filme. Tenho que ir... Vou fazer uma sena com a cobra
A reação foi quase imediata. Tweets caçoavam do erro ortográfico da menina - alguns posts eram até bastante agressivos. A mãe Xuxa não gostou nada da forma como trataram sua filha no mundo virtual e perdeu a cabeça. Esquecendo de tudo o que representava (e representa) para milhões de crianças, escreveu:
Para quem não sabe, minha filha foi alfabetizada em inglês. Vou pensar muito em colocá-la para falar com vocês, ela não merece ouvir certas merdas
Isso só colocou mais lenha na fogueira e motivou uma campanha que incentivava os usuários a deixar de segui-la. Xuxa deletou os dois posts - o que tinha o erro de português de Sasha e o seu, "falando" palavrão - , mas já era tarde: o estrago estava feito. O final da história é que a própria Xuxa tomou a iniciativa de abandonar o microblog:
fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo
Claro que não é aceitável que pessoas se utilizem do relativo anonimato que as redes sociais proporcionam para falar de maneira agressiva e grosseira com uma menina de 11 anos. Mas a reação de uma pessoa pública como a Xuxa tinha que ser dosada na medida certa. Falar palavrão e abandonar o Twitter não são boas respostas! Imagine um perfil de uma empresa, por exemplo, um perfil da Pepsi falando palavrão e dizendo que vai abandonar o Twitter porque as pessoas estão falando mal do refrigerante... Soa ridículo, não? Vale o mesmo para a rainha dos baixinhos.
O caso Tiago Leifert
O apresentador do "Globo Esporte" Tiago Leifert começou uma trajetória quase meteórica de sucesso depois que foi escalado para ancorar a "Central da Copa" que a Rede Globo exibia durante as transmissões de partidas da Copa do Mundo de 2010. O jeito descontraído do rapaz atraiu público não só para a "Central", mas também para o diário esportivo da emissora que ele já apresentava. No Twitter, esse sucesso se concretizou nos mais de 840 mil seguidores que o perfil de Leifert atualmente tem.
Nas últimas semanas, o ambiente do mundo futebolístico tem andado bastante conturbado. A cisão no Clube dos 13 sobre a negociação dos direitos de transmissão das próximas edições do Campeonato Brasileiro colocou Globo, Redetv e Record num grande embate. O Congresso Nacional acabou de anunciar que planeja instaurar uma CPI para investigar a CBF.
Parece óbvio que, como apresentador e editor-chefe do "Globo Esporte", Tiago Leifert seria questionado pelos telespectadores a respeito de possíveis matérias que o telejornal pudesse fazer sobre os dois temas polêmicos. Óbvio para todo mundo, menos para o próprio Tiago: a sensação é que o apresentador não estava mesmo preparado para esses questionamentos.
Sobre a CPI da CBF, ele postou um comentário bem-humorado:
Aos amigos preocupados com a CPI da CBF, duas coisas: 1) se houver cpi, o assunto entra nos jornais de rede. 2) eh sabado, vai namorar
Mas os questionamentos não acabaram:
caro @TiagoLeifert há alguma matéria sobre a #CPIdaCBFprogramada para o GE!?
Resposta:
@amaral83 meu amigo, eh sabado. Vai arrumar uma mulher.
Um usuário retuitou a pergunta de um outro:
Boa pergunta RT:@TonFigueiredo @TiagoLeifert pensei q entraria na pauta no GE de hj alguma coisa sobre a#CPIdaCBF, isso não é importante?
Resposta:
@Pedrinhu505 @tonfigueiredo boa pergunta p uma segunda feira. Get a life.
Por fim, na quarta-feira, Tiago Leifert anunciou:
Vou dar um tempo do twitter pq o nivel de discussão está baixíssimo e minha paciência curta. Não quero perder a linha. Até mais.
Elogiável que o jornalista se afaste do Twitter para não perder a linha. Infelizmente, um pouco tarde demais, como podemos ver pelos posts anteriores. Já havia perdido a linha, agredido usuários sem qualquer razão. Outra coisa: se vai se afastar, que necessidade há em anunciar isso? É melhor sair "à francesa", monitorar o perfil por um tempinho e depois voltar a falar quando os ânimos estivessem menos exaltados, com posicionamentos sérios sobre o assunto.
Celebridades têm, claro, pontos que as diferenciam das empresas. Sentem, choram, sofrem, ficam zangadas. E essa diferença fica ainda mais evidente na interação direta com o público que as redes sociais proporcionam. Mas, no que tem de básico, celebridades e empresas são iguais: produtos com público-alvo etc e tal. Então, para as celebridades nas redes sociais, vale essa regrinha de ouro: agir como pessoa e reagir como empresa.
(Fonte - www.Artigonal,com SC #4481768)
Elaine Pinto - Perfil do Autor:
Elaine Pinto é comunicadora social, especializada em Comunicação Empresarial e com sete anos de experiência em Webjornalismo. Completamente fascinada pelo mundo das redes sociais e da Web 2.0 (3.0, um dia, quem sabe?). Adora comunicação, mas detesta falar ao telefone. Mantém o blog Visão Jornalística, com análises sobre Jornalismo e Comunicação.
sábado, 26 de março de 2011
A mentira como ato de libertação
Será a mentira, a tentativa de um ato de libertação imaginário ou real ?
A resposta é tão evidente, ou ela é subjetiva ?
A subjetividade não está na pergunta, mas sim no sujeito, não lhe parece ?
Mas o que é o imaginário e o real para o sujeito ?
O real para um, será o mesmo para outro ser humano ?
O imaginário será a tentativa de enxergar para além da realidade ?
Ou a proibição do real, provoca o imaginário ?
E se assim for, não lhe parece que a proibição provoca a mentira ?
Proibir, não é ocultar ? Será mesmo ?
Ou aquilo que é proibido, porque não se pode tocar, tapamos com um pano preto, para que fique oculto ?
Ficar oculto, indica que não pode ser conhecido.
O conhecido é o real, a verdade.
O que será a mentira ?
O imaginário ?
Toda esta construção se deve a um ser pensante, que pensa os seus próprios pensamentos, que enxerga os pensamentos dos outros e não só os seus, e percebe que não existe uma só construção daquilo que pensa, mesmo partindo do racional, ou do emocional.
São pensamentos próprios, que envolvem proibições, que geram inibições, que nos condiciona a postura, que não percebemos bem o porquê, que nos retira a liberdade, a autonomia e a vontade de ser quem somos, para não sermos coisa nenhum, anulação de nós próprios, teimosos, prepotentes, agressores, porque fomos agredidos, querendo ter razão, porque alguém teve antes de nós, fazemos o mesmo que nos fizeram, ou não fazemos coisa nenhuma, porque fartos da repressão já não queremos nada da vida, vivendo, morrendo.
Vamos viver ?
A tentativa, já é a esperança, vamos experimentar.?
Tente perceber o que está dentro de si
A tarefa consiste em conhecer-se.
A resposta é tão evidente, ou ela é subjetiva ?
A subjetividade não está na pergunta, mas sim no sujeito, não lhe parece ?
Mas o que é o imaginário e o real para o sujeito ?
O real para um, será o mesmo para outro ser humano ?
O imaginário será a tentativa de enxergar para além da realidade ?
Ou a proibição do real, provoca o imaginário ?
E se assim for, não lhe parece que a proibição provoca a mentira ?
Proibir, não é ocultar ? Será mesmo ?
Ou aquilo que é proibido, porque não se pode tocar, tapamos com um pano preto, para que fique oculto ?
Ficar oculto, indica que não pode ser conhecido.
O conhecido é o real, a verdade.
O que será a mentira ?
O imaginário ?
Toda esta construção se deve a um ser pensante, que pensa os seus próprios pensamentos, que enxerga os pensamentos dos outros e não só os seus, e percebe que não existe uma só construção daquilo que pensa, mesmo partindo do racional, ou do emocional.
São pensamentos próprios, que envolvem proibições, que geram inibições, que nos condiciona a postura, que não percebemos bem o porquê, que nos retira a liberdade, a autonomia e a vontade de ser quem somos, para não sermos coisa nenhum, anulação de nós próprios, teimosos, prepotentes, agressores, porque fomos agredidos, querendo ter razão, porque alguém teve antes de nós, fazemos o mesmo que nos fizeram, ou não fazemos coisa nenhuma, porque fartos da repressão já não queremos nada da vida, vivendo, morrendo.
Vamos viver ?
A tentativa, já é a esperança, vamos experimentar.?
Tente perceber o que está dentro de si
A tarefa consiste em conhecer-se.
Lixo humano nas ruas !!!
Mais dois moradores de rua morrem em Alagoas
Por Ricardo Rodrigues | Agência Estado – qua, 23 de mar de 2011 18:57 BRT
Mais dois moradores de rua são assassinados em Alagoas, subindo para dez os casos de execução de vulneráveis, só este ano, no Estado. A nona vítima foi um adolescente de aproximadamente 15 anos, assassinado hoje com quatro tiros na cabeça, em Maceió. Segundo a polícia, o crime foi praticado por dois homens ainda não identificados.
De acordo com informações registradas no Instituto Médico Legal Estácio de Lima (IML), o adolescente, ainda não identificado, tinha aproximadamente 15 anos, cor branca, vestia camisa e bermuda, ambas de cor preta. No bolso da bermuda, os policiais encontraram uma "marica" - instrumento usado para consumir drogas. Até o final da tarde de hoje, a polícia desconhecia os motivos do homicídio e os autores dos tiros.
Outro morador de rua, também não identificado, morreu no Hospital Geral do Estado (HGE), na manhã de hoje. Ele tinha sido internado no local, na semana passada, após ser agredido a golpes de tijolo, no bairro do Jacintinho. A polícia ainda não tem informações sobre suspeitos e autores do crime.
Por Ricardo Rodrigues | Agência Estado – qua, 23 de mar de 2011 18:57 BRT
Mais dois moradores de rua são assassinados em Alagoas, subindo para dez os casos de execução de vulneráveis, só este ano, no Estado. A nona vítima foi um adolescente de aproximadamente 15 anos, assassinado hoje com quatro tiros na cabeça, em Maceió. Segundo a polícia, o crime foi praticado por dois homens ainda não identificados.
De acordo com informações registradas no Instituto Médico Legal Estácio de Lima (IML), o adolescente, ainda não identificado, tinha aproximadamente 15 anos, cor branca, vestia camisa e bermuda, ambas de cor preta. No bolso da bermuda, os policiais encontraram uma "marica" - instrumento usado para consumir drogas. Até o final da tarde de hoje, a polícia desconhecia os motivos do homicídio e os autores dos tiros.
Outro morador de rua, também não identificado, morreu no Hospital Geral do Estado (HGE), na manhã de hoje. Ele tinha sido internado no local, na semana passada, após ser agredido a golpes de tijolo, no bairro do Jacintinho. A polícia ainda não tem informações sobre suspeitos e autores do crime.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Psicoanalizare: Tempos de mudança
Psicoanalizare: Tempos de mudança: "Continuamos a insistir, e a teorizar acerca daquilo que deve ser, e não é, ás voltas com uma organização social e política que não existe, d..."
domingo, 20 de março de 2011
Experiência de quase morte II
Os fatos se revelam por si mesmo sem necessitarem da intervenção humana.
São os fenómenos que observamos, ou sentimos, como resultante de algo anterior, proveniente de uma relação, que produziu seus efeitos.
Eles acontecem, tanto na interioridade humana, como podem ser visíveis exteriormente.
Na interioridade de cada um, o que se revela, na maioria das vezes não sabemos, e até o próprio em muitas ocasiões não consegue perceber o que está a acontecer consigo.
É esta ignorância acerca dos fenómenos, que desperta o indivíduo para o desejo de saber, mas apenas quando sente essa necessidade.
Tão certos estávamos do nosso saber, que uma vez frustrados parece que nada sabemos, navegando em vagas alteradas de um mar agitado, que nos quer empurrar para o fundo, fazendo um esforço tremendo para resistir.
O pior é quando pretendemos de volta o que perdemos, que é difícil encontrar, ou se perdeu para sempre, ficamos nessa luta insana, e inglória, até que somos engolidos pela própria natureza das coisas.
Porque nas experiências de quase morte, umas pessoas afirmam ter visto uma luz ao fundo de um túnel, outras falam com os parentes e conhecidos mortos, e ainda damos conta daqueles, que se encontram com os anjos, ou falam com Deus ?
Porque no retorno á vida mundana, uma parte altera a sua forma de estar, e entender a vida, e outra não ?
A meu ver, observar apenas o fenómeno, e extrair daí conclusões, emprestando uma suposta razão ao conhecido, suportada por uma idéia qualquer, ou pela crença, sem estar de posse do histórico de vida dessa pessoa é cair na resposta fácil, seduzindo os outros a seguir o mesmo caminho.
No caso que vos apresentei, da experiência de quase morte de meu pai, não produziu qualquer tipo de alteração de comportamento posterior.
O mesmo sucede com muitas outras pessoas sujeitas ao mesmo fenómeno.
Atrevo-me a dizer, que nem poderia produzir qualquer tipo de alteração de sua postura, dado que nunca acreditou na vida para além da vida, ou para além da morte, como quisermos entender. Deus para ele não existia, muito menos fantasmas, ou espíritos vagueando.
São os fenómenos que observamos, ou sentimos, como resultante de algo anterior, proveniente de uma relação, que produziu seus efeitos.
Eles acontecem, tanto na interioridade humana, como podem ser visíveis exteriormente.
Na interioridade de cada um, o que se revela, na maioria das vezes não sabemos, e até o próprio em muitas ocasiões não consegue perceber o que está a acontecer consigo.
É esta ignorância acerca dos fenómenos, que desperta o indivíduo para o desejo de saber, mas apenas quando sente essa necessidade.
Tão certos estávamos do nosso saber, que uma vez frustrados parece que nada sabemos, navegando em vagas alteradas de um mar agitado, que nos quer empurrar para o fundo, fazendo um esforço tremendo para resistir.
O pior é quando pretendemos de volta o que perdemos, que é difícil encontrar, ou se perdeu para sempre, ficamos nessa luta insana, e inglória, até que somos engolidos pela própria natureza das coisas.
Porque nas experiências de quase morte, umas pessoas afirmam ter visto uma luz ao fundo de um túnel, outras falam com os parentes e conhecidos mortos, e ainda damos conta daqueles, que se encontram com os anjos, ou falam com Deus ?
Porque no retorno á vida mundana, uma parte altera a sua forma de estar, e entender a vida, e outra não ?
A meu ver, observar apenas o fenómeno, e extrair daí conclusões, emprestando uma suposta razão ao conhecido, suportada por uma idéia qualquer, ou pela crença, sem estar de posse do histórico de vida dessa pessoa é cair na resposta fácil, seduzindo os outros a seguir o mesmo caminho.
No caso que vos apresentei, da experiência de quase morte de meu pai, não produziu qualquer tipo de alteração de comportamento posterior.
O mesmo sucede com muitas outras pessoas sujeitas ao mesmo fenómeno.
Atrevo-me a dizer, que nem poderia produzir qualquer tipo de alteração de sua postura, dado que nunca acreditou na vida para além da vida, ou para além da morte, como quisermos entender. Deus para ele não existia, muito menos fantasmas, ou espíritos vagueando.
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