Retalhos de uma vida - Livro do autor do blog

http://www.bookess.com/read/7054-livro-retalhos-de-uma-vida-/ ISBN - 978-85-8045-076-7 Definir um livro pela resenha é um fato que só é possível quando o livro realmente apresenta um conteúdo impar, instigante, sensível, inteligente, técnico e ao mesmo tempo de fácil entendimento....e Retalhos de uma vida, sem sombra de dúvidas é um livro assim. Parabens, o livro está sendo um sucesso. Ricardo Ribeiro - psicanalista

terça-feira, 8 de março de 2011

Parabéns a todas as mulheres!!!

Abstrato Feminino - Parabéns a todas as mulheres!!!
por Luciana Penteado, ) Facebook ]terça, 8 de março de 2011 às 01:35
Não sou simples, não sou previsível,
Fecho as cortinas para um dia ruim.
Ora sou chama que queima e devora
Ora sou brasa procurando o seu fim!

Não me cobre certezas se não sei, não vivi
Sou um quadro abstrato, colorido, espontâneo
Ignoro os avisos para o perigo iminente,
Descubra em mim o meu eu momentâneo!

Busco respostas no silêncio da noite,
Deixo as perguntas para o acaso do dia
Posso ser repleta de desejos insanos
Ou incoerente, insistente, um sonho profano!

Não desperdice o meu olhar mais humano
De tudo o que desenho, sou apenas um traço
Não se apresse, espere eu dizer que "te amo"
Tome o seu lugar se eu deixar um espaço!

Encontro prazer no sentido de ódio e amor
Se o vento virar, logo serei tempestade
Sou brisa, porém, se eu amar de verdade
Enigma latente, envolvente, sem fim nem pudor.

Sou apenas mulher, inconstante na essência
Transpiro uma a uma, todas as minhas vontades,
Sou reticências, incoerências, não me leve a mal
Meu caminho é uma busca, sem ponto final!

Luciana Maria Penteado

Da canalha

Assim falava Zararustra - Nietzsche

Da Canalha

A vida é uma fonte de alegria, mas onde quer que a canalha vá beber, todas as fontes estão envenenadas.
Agrada-me tudo o que é limpo; mas não posso ver as bocarras grotescas e a sede dos impuros.
Lançaram as suas vistas para o fundo do poço; agora reflete-se do fundo o seu odioso sorriso.
Envenenaram a água santa com a sua concupiscência; e ao chamar alegria aos seus torpes sonhos, até envenenaram as palavras.
A chama indigna-se quando eles põem ao fogo os seus úmidos corações; o próprio espírito ferve e fumega quando a canalha se abeira do fogo.
A fruta mela-se e torna-se enjoativa nas suas mãos; o seu olhar é vento abrasador que seca a árvore de fruto.
E mais de um dos que se apartaram da vida, tão somente se apartaram da canalha; que queiram repartir com a canalha a água, a chama e o fruto.
E mais de um que se retirou ao deserto para lá sofrer a sede com os animais selvagens, fê-lo para se não sentar junto da cisterna em companhia de imundos cameleiros.
E mais de um que avançava como exterminador e como saraivada pelos campos de semeadura, só queria pôr o pé na boca da canalha para lhe tapar o gasnete.
E o que mais me perturba não era saber que até a vida se encontra necessitada de inimizade, de morte, e de cruzes de mártires; mas tão somente me perguntei um dia, e a pergunta quase me sufocava:
Que? Teria a vida também necessidade da canalha?
As fontes envenenadas, os fogos pestilentos, os sonhos maculados, os vermes no pão da vida, são coisas necessárias?
Não era o ódio, mas o nojo o que me devorava a vida! Ai! muitas vezes chegou a enfastiar-me o engenho, o ver que também a canalha era engenhosa!
E voltei costas aos dominadores assim que vi o que hoje chamam dominar, traficar e regatear em matérias de poder... com a canalha!
E permaneci entre os povos como estrangeiro, e com os ouvidos cerrados, a fim de que fossem coisas estranhas para mim a linguagem do seu tráfico e o seu regatear pelo poder.
E apertando as narinas atravessei com desalento todo o ontem e o hoje; na verdade, o ontem e o hoje empestam a populaça de pena.
Como um válido que ficou surdo, cego e mudo, assim vivi muito tempo, para não viver com a canalha do poder, da pena e dos prazeres.
Dificilmente e com cautela o meu espírito subiu escadas; as esmolas da alegria foram a sua consolação; a vida do cego deslizava apoiada num báculo.
Que me sucedeu, então? Como me curei da aversão? Quem rejuvenesceu meus olhos? Como remontei às alturas onde já há canalha sentada à beira das fontes?
A minha própria aversão me deu asas e forças que pressentiam os mananciais? Na verdade tive que voar ao mais alto para tornar a encontrar a fonte da alegria.
Ó! encontrei-a, meus amigos! Aqui, no mais alto brota para mim a fonte de alegria! E há uma vida em que se pode beber sem a canalha!
Fonte da alegria, quase brotas com demasiada violência! E amiúde esvazias a taça em vez de a encher!
Ainda tenho que aprender a aproximar-me de ti mais moderadamente; o meu coração acorre ao teu encontro com demasiada pressa: este coração onde arde o meu estio, o breve, ardente, melancólico e venturoso estio. Como anela pela sua frescura o meu coração estival!
Passou a aflição da minha primavera! Passaram os malignos corpos de neve em pleno junho! Já sou interessante estival e tarde de estio!
Um estio nas maiores alturas, com frescos mananciais e ditosa tranqüilidade. Ó! Vinde, amigos meus! seja ainda mais ditosa esta tranqüilidade!
Porque esta é a nossa altura e nossa pátria; e nossa mansão é demasiado elevada e escarpada para todos os impuros e para a sede dos impuros.
Lançai, pois, os vossos puros olhares à fonte da minha alegria, meus amigos!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Carnaval à Portuguesa

Jovens interrompem discurso de Sócrates e são expulsos da sala
07 de Março de 2011, 23:51
Uma dezena de jovens do movimento Geração à Rasca manifestou-se hoje em Viseu, quando o secretário-geral do PS, José Sócrates, discursava sobre a sua moção política ao congresso do partido.

José Sócrates apenas tinha tido tempo para fazer os agradecimentos quando os jovens, munidos de um megafone, começaram a dizer: “Chegou a hora de a geração à rasca falar, isto é pacífico, só queremos falar”.

Os jovens foram colocados na rua pela segurança, queixando-se de terem sido agredidos.

“Eu fiz questão de dizer que era pacífico, mas fomos corridos a empurrões e houve uma rapariga que levou um pontapé”, lamentou aos jornalistas Paulo Agante, do movimento, que agendou para sábado uma manifestação anti-Governo.

Enquanto os jovens eram expulsos do salão onde decorria o jantar, os participantes gritavam PS.

“Se me permitem, camaradas, eu gostaria de fazer um convite às pessoas que agora entraram para jantar connosco, não temos nenhum problema nisso. Somos um partido da tolerância, estamos no Carnaval e a verdade é que no Carnaval ninguém leva a mal”, interrompeu-os José Sócrates.

Paulo Agante explicou aos jornalistas que ele e os colegas pagaram para entrar no jantar, durante o qual pretendiam manifestar ao primeiro-ministro o descontentamento que sentem por estarem desempregados e haver muitos jovens a trabalharem de forma precária.

“Peço desculpa não ter aceite o jantar, mas já estávamos cá fora a levar pontapés e empurrões e foi mesmo impossível”, ironizou.

O jovem criticou ainda José Sócrates por ter dito que o PS é um partido de tolerância: “Enquanto nós estávamos a ser empurrados e pontapeados, eu não tirei os olhos dele, ele estava com um sorriso de satisfação na cara”.

Antes de o grupo ter sido expulso, uma das jovens ainda teve tempo de entregar duas máscaras a José Sócrates.

“Uma delas laranja e a outra rosa, que era para se decidir pela políticas que toma, porque estamos fartos, não só das políticas do PS, como do PSD. Varia sempre entre os mesmos, o país vai de mal a pior e somos nós que sofremos”, justificou Paulo Agante.

Garantiu que os jovens não queriam “estragar a festa” a José Sócrates, apenas deixá-lo a refletir sobre as palavras que iam dizer.

“Só queríamos expor a nossa palavra, ter um espaço onde pudéssemos falar, já que ninguém nos ouve, e iríamos sair pacificamente. Ninguém teria de nos expulsar, mas, enquanto estávamos a ser expulsos a empurrões e nos partiam o material, estava o primeiro-ministro a rir-se”, criticou Paulo Agante.

Os jovens queixam-se ainda de lhes ter sido retirada a faixa que levavam, com a inscrição “Fim às políticas rascas” e “619 mil amigos gostam disto”, numa alusão ao número de desempregados portugueses.

@LUSA

NB - Para os políticos é muito difícil conjugar a palavra democracia com a liberdade de expressão, muito embora pacífica nas suas intenções, sempre o poder sobe à cabeça, e o que tende a emergir dá pelo nome de repressão.
Não está em causa Sócrates, porque o ex- primeiro ministro, agora Presidente da República,portou-se do mesmo modo.
É um maleita coletiva, em que aparentemente parecemos ser democráticos, quando somos ditadores disfarçados.
Entretanto a nova geração continua tão à rasca, como a minha geração.
O que mudou ?

domingo, 6 de março de 2011

O homem fantástico

Gente que se apressa a ter pressa, tece comentários com o seu quê de afirmação e questionamento, que não sendo uma coisa nem outra, melhor será ter opinião, que parecer ignorante.
De fato nenhum de nós pode saber quais os motivos, que levaram aquele ser humano ao suicídio.
Também ainda hoje a ciência não sabe explicar o que motiva o suicídio de baleias, aliás, se me permitem comparar, casos idênticos existem em seres humanos, como aqueles de seitas religiosas, ou dos homens bomba, que em nome de um coletivo, e do divino, se entregam ao sacrifício do corpo, em que a morte é bem vinda, e parece ser motivo de satisfação.
Era fraco demais, afirmam alguns, ou suficientemente forte para deixar-se cair do quinto andar de seu apartamento.
A discussão posiciona-se em relação ao saber, se aquela criatura seria forte ou fraca na altura de lançar-se como o homem aranhão de uma plataforma, algures vinte metros acima do solo, que por não possuir aqueles tentáculos elásticos, que é próprio das aranhas, o resultado foi esborrachar-se no asfalto, acabando com a sua vida.
Seria ele também ignorante do que lhe poderia acontecer ?
Seria ele o homem fantástico, que fantasia, que ao cair na realidade já não acordou do seu sonho ?
Sonhar acordado parece ser perigoso.
No entanto a realidade é colocada perante o olhar incrédulo dos observadores, coisa que o defunto já não o pode fazer, nem talvez antes conseguisse enxergar outras possibilidades de viver, se não aquela.
Trocar a vida pela morte será como trocar a rainha para salvar o rei no tabuleiro de xadrez, tendo a noção que está a perder o jogo, e que pouco, ou mais nada poderá fazer por si.
Entregar a rainha é um sinal de derrota eminente.
Trocar a vida pela a morte será a própria imanência de um indivíduo que pouco, ou mais nada contém em si, que possa ser motivo suficiente para seguir seu caminho na vida, em que a morte para ele, parece ser a salvação de uma vida já sem vida.
Talvez por isso, ver a sua rainha nos braços de um outro, que parece ser agora o rei daquele pedaço de carne, cause uma sensação estranha de impotência perante uma realidade, que nunca julgou poder acontecer com ele.
A realidade se encarrega de nos dar a desilusão, cuja sensação de traição será apenas fruto de uma ilusão construída, acorrentados a uma idéia de um absoluto dever, que não pode, nem deve ser corrompido.
Tentar contrariar a natureza das próprias coisas é para super homens, que não humanos, em que parecem ser exatamente aqueles, que não tendem a criar fantasias, e que se superam ás próprias adversidades, e charlatanices humanas, que tentam impor modelos, e condutas sociais, para que possam ser olhados como homens de bem.
Porque aquele ser humano procurou o suicídio ?
Eu sei lá.
Se fosse forte não teria procurado a morte, porque a ela resistiria, afirma uma senhora.
Um outro senhor disse: - Mas um fraco tem medo até da sua própria sombra, como poderia desejar a morte ?
Perante o conteúdo do diálogo chego á conclusão, que ser fraco ou forte não será motivo suficiente para um indivíduo procurar a morte.
Mas será que a procura, ou pelo o contrário ela mora no seu interior, sem que perceba que ela alugou um quarto no cantinho dos seus aposentos ?
Quando deixamos a porta aberta da jaula do leão, ele ao sair vai causar pânico, confusão, e alguém vai morrer para saciar a sua fome, que até pode ser simplesmente de liberdade.

sábado, 5 de março de 2011

O que é o tempo?

Uma grande discussão atual gira em torno da origem do universo. Atualmente se calcula que a idade do Cosmos seja de aproximadamente 15 bilhões de anos. O Big-Bang é a teoria mais aceita para explicar essa origem. Porém, algumas perguntas filosóficas surgem daí, como por exemplo: De onde surgiu o universo? Havia um "antes"? Se, segundo Kant (1724-1804), o tempo e o espaço encontram-se dentro da mente humana como condições a priori, seria possível existir um "antes", isto é, um tempo e um espaço fora do tempo e do espaço do universo como conhecemos? Estas são algumas das perguntas levantadas por Bernard Piettre em seu livro "Filosofia e Ciência do Tempo" (Edusc, 1997).
Para Piettre, a teoria da relatividade de Einstein fragilizou a teoria kantiana porque comprovou que a luz pode ser onda e partícula ao mesmo tempo. Kant acreditava (por intuição) que uma partícula está dentro do espaço e do tempo. A teoria einsteiniana não permite que se localize uma partícula dentro de um espaço-tempo a priori como queria Kant, então cai por terra a teoria kantiana que supõe a mediação da intuição do tempo e do espaço para compreender a realidade.
Em outras palavras, a teoria da Relatividade de Einstein chega às seguintes conclusões: o espaço-tempo não está contido dentro do universo, mas se faz à medida constante da matéria e da energia; o campo gravitacional deste universo determina seu tamanho; as partículas de luz não podem ser localizadas dentro do espaço-tempo por causa de seu comportamento de corpúsculo e de onda, isso derruba os argumentos kantianos que dizem que primeiro vêm o tempo-espaço e depois se dão os fenômenos. Para Einstein é possível que a própria matéria e a energia (fenômenos), à medida que avancem no espaço-tempo, criem o espaço e o tempo. Logo, o universo em expansão não está ocupando um espaço fora dele mesmo como se pensava, mas este é criado numa sucessão de momentos. Destarte, seria impossível existir um "antes" porque não havia tempo neste "antes" do Big-Bang.
Conclui Piettre, "não são o espaço e tempo que são os elementos de base, mas as próprias partículas fundamentais de matéria ou energia. Sem elas não poderíamos representar a imagem que fazemos de um espaço e um tempo contínuos e detalháveis ao infinito. Os elétrons, assim como outras partículas fundamentais, não existem no espaço e no tempo. São espaço e tempo que existem em função deles.
Para Einstein isso prova que é a luz, à medida do seu avanço, que "desenrola" o espaço-tempo que separa um observador de um corpo no espaço. Por conseguinte, o universo não preencheria um espaço-tempo vazio fora dele mas aumentaria seu espaço-tempo internamente. O que se sabe ao certo é que se o universo se manifesta por uma simetria de pares de partículas, o tempo é efeito de uma quebra de simetria entre matéria e antimatéria.
Por fim, isso sugere a origem da causa do movimento, e do fenômeno que chamamos "tempo". Nesse sentido, Piettre constata: se existe uma indissociabilidade do tempo e da matéria, existe um limite além onde o tempo não existe mais. Isto implica a hipótese de que antes do surgimento do universo (tempo zero) não havia tempo algum, então não cabe especular sobre o que havia antes.
( www. Artigonal.com SC #4345847)

Gerson Nei Lemos Schulz - Perfil do Autor:
1. Gerson Nei Lemos Schulz (www.filosofiadomarcozero.blogspot.com) é professor de Filosofia, Doutorando em Educação pela Universidade Federal de Pelotas - RS - Brasil, Mestre em Ciências da Educação pela mesma universidade e é grauado em Filosofia. Morou cinco anos no estado do Amapá (região amazônica) e atua em diversos cursos de graduação e pós-graduação no Brasil. É conferencista e consultor de diversas secretarias de educação e planejamento em prefeituras no estado do Rio Grande do Sul, no estado do Acre e no estado do Amapá.
Além disso é escritor e já organizou e publicou duas obras: Educação: ser, saber, fazer (2007, editora Alcance:www.alcance.com.br) e Educação na Amazônia (2010, editora Oikos: www.oikoseditora.com.br)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Pensamento do dia

Justamente, é por ser indiferente ao ódio, que o amor pode ser altruísta.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ontologia e transcendência

Psicoanalizare: Ontologia e transcendência: "A ontologia pertence ao campo das experiências, a partir de um movimento endógeno / exógeno, que apresenta como sentido o que está para além..."