Retalhos de uma vida - Livro do autor do blog

http://www.bookess.com/read/7054-livro-retalhos-de-uma-vida-/ ISBN - 978-85-8045-076-7 Definir um livro pela resenha é um fato que só é possível quando o livro realmente apresenta um conteúdo impar, instigante, sensível, inteligente, técnico e ao mesmo tempo de fácil entendimento....e Retalhos de uma vida, sem sombra de dúvidas é um livro assim. Parabens, o livro está sendo um sucesso. Ricardo Ribeiro - psicanalista

domingo, 14 de novembro de 2010

Neurociências

Ser humano, ao nascer, tem estrutura cerebral semelhante ao homem de Neandertal
11/11/2010

É o que dizem pesquisadores do Instituto Max Planck, em um estudo publicado na revista online Current Biology.
Conforme explica a revista Veja, fonte da notícia, "a descoberta é baseada em comparações de impressões virtuais, em diferentes idades de desenvolvimento, de circunvoluções cerebrais e estruturas vizinhas do interior dos crânios fossilizados de homens modernos e de Neandertal, incluindo os de recém-nascidos".
De acordo com a pesquisa, é após o nascimento, especialmente no primeiro ano de idade que, que começam a aparecer as diferenças entre o cérebro do homem de Neandertal e o cérebro Humano. Estas diferenças refletem, provavelmente, mudanças nos circuitos e conexões neurais, explica Philipp Gunz, um dos principais autores do estudo. São estas diferenças na configuração interna do cérebro que determinam o nível da capacidade cognitiva da espécie, completa o autor.
Os dados do estudo sugerem fortes influências ambientais no desenvolvimento da capacidade cognitiva humana. Na verdade, apenas confirmam dados de outras pesquisas mais antigas: dependendo do tipo de ambiente em que a pessoa se encontra e do tipo de estimulação que ela recebe neste ambiente, o seu desenvolvimento irá variar.
Fonte: [www.Redepsi.com.br]

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Quântica consciência ? ( I )

Onde mora a consciência ?
O que podemos entender por consciência ?
O que é ter consciência ?
E o ser consciente ?
E o estar consciente ?
E o ser inconsciente é estar privado de consciência ?

Estar e deixar de estar, presença e ausência, identifica um estado, uma mudança de lugar, cujo processo físico não interfere com a composição química de um determinado corpo, em que a transformação física se evidencia, mas não devemos perceber nisso a não existência, dado tratar-se das mesmas características endógenas de um determinado corpo.
Assim, somos levados a considerar, que a forma de um corpo, apresentando-se de diversas maneiras, não conduz necessariamente á transformação de suas qualidades mais íntimas, que correspondem a um núcleo, que possui vida, e apresenta um sentido predeterminado.

Por outro lado nos é dado a saber, que a condensação conduz por norma á associação de outras formas, vulgo incorporação, passando a constituir parte de um corpo físico, mas que não altera as características essenciais desse corpo.
Será pois o agregado, que foi associado, como algo que foi considerado pelo corpo como acessório extensível, que permite ganhar características ontológicas, que tantas vezes é divergente em relação ao conteúdo nuclear.
Ao existir a transformação de determinado corpo, os resíduos então associados ao núcleo, não acompanham tal metamorfose física, percebendo-se a dissociação de alguns elementos, que estavam agregados, resultando num processo de separação.
Despido de seus resíduos, o corpo volta á sua forma mais simples, ou seja, mais primitiva.

O corpo na sua forma mais simples ou complexa, não deixa de existir, apenas se transforma, o que nos pode levar a considerar que, ¨ a não existência ¨ será apenas uma forma verbalizada, cuja finalidade tende a justificar a sua ausência, ¨a não presença ¨, e não propriamente a sua existência.
A ¨ não presença ¨, o estar ausente, não significa a não existência de um corpo, em que apenas nos é dado a saber, que ele mudou de lugar.

Desse modo, a consciência, o ser consciente, a devemos perceber como incorporada num corpo a tempo inteiro, em que o estar e deixar de estar, tem a ver com a transformação de um determinado estado, que pode estar, ou não estar, mediante determinada condição, mas que não deixa de possuir consciência, seja qual for a circunstância.

O que nos é presente de seguida, jugo ser relevante e fundamental, dado que nos é difícil perceber num corpo simples, não só a ausência, como a inexistência de uma forma consciente, que nos possa levar a considerar que a consciência possa de fato existir.


Se estivermos de acordo, que a consciência não existe num corpo simples, ao existir será sempre como algo exterior a si mesmo, como forma presumida, que não real, sendo proveniente de um processo de indução, a que se segue a dedução lógica, em face da incorporação de elementos exteriores.

Nos posicionamos agora no campo da subjetividade, que é garantida mediante uma relação exterior, que o induz a deixar de estar na sua condição primitiva, em que podemos perceber a existência de um corpo inanimado, que se transforma em animado.

Mas como referenciado anteriormente, aquilo que não existe num corpo simples, não pode existir na complexidade. Decorrente desse princípio geral da matéria, a consciência não existe, mas apenas um sentido.

Segundo minha percepção, não parece que seja uma questão filosófica por resolver, e só a podemos entender como tal, se a entendermos como fazendo parte de um fenómeno, que tende a afastar-se de uma realidade terrena, que a própria filosofia tende a rejeitar.
Quando sentimos a necessidade de definir o que podemos entender por consciência, estamos a afirmar perante nós mesmos e os outros, que ela de fato existe.

Desse modo não somos conduzidos a lado algum, que nos leva pelo o caminho da interpretação, na tentativa de justificar a sua existência real, abandonando de vez o questionamento e a indagação acerca da sua existência, em que o pressuposto parece ter sido incorporado por uma certeza.

Mas será mesmo, que a consciência existe ?

Autor – João António Fernandes – estudo e investigação em psicanálise.
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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Consciência - Quântica

Palestra do Prof. Osvaldo Pessoa Jr. no Centro de Estudos Avançados da USP - Post retirado do site -www.redepsi.com.br

1.Introdução Seria a consciência um fenômeno quântico? Por mais forçada que tal especulação possa parecer, ela tem sido seriamente considerada por vários pesquisadores nos últimos cinco anos. A motivação para essa abordagem, grosso modo, é que como a consciência é uma coisa misteriosa, e os fenômenos quânticos também o são, então esses dois mistérios poderiam estar ligados. O presente trabalho, ainda em fase preliminar, é um estudo dos diferentes argumentos utilizados para defender tal ligação, e das diferentes linhas de pesquisa em neurociência que fazem uso de considerações da física quântica.Veremos que a questão de se a consciência é um fenômeno quântico é basicamente uma questão empírica, ainda em aberto, mas que uma formulação precisa desta questão requer esclarecimentos filosóficos relativos às definições de "consciência" e de "fenômeno quântico".

2.A quem interessa tal Tese?
Vamos nos colocar dentro do contexto do materialismo, e supor que estados e processos conscientes são idênticos a certos estados e processos fisiológicos. Neste contexto, existe um debate em psicologia que gira em torno do funcionalismo ("strong AI"), que defende que a mente depende apenas da estrutura dos processos cerebrais, e não de sua realização física.
Assim, em princípio, um computador poderia ter consciência, ou mesmo uma sociedade poderia ter uma consciência própria, desde que os elementos destes sistemas satisfizessem certas propriedades estruturais, ainda não conhecidas pela ciência.
A mente seria como um programa de computador.
NB - Só que o programa de computador apresenta-se de forma rígida, não aceita irregularidades, o que não permite por si mesmo alterar seja o que for.
A tese de que o problema mente-corpo só poderá ser esclarecido quando for levado em conta a natureza quântica do cérebro tem sido usada como um argumento anti-funcionalista.

3. O que é a Consciência?
Boa pergunta! Não sei bem! Espero aprender nesta conferência!
Mas tem algo a ver com eu (ou você) estar aqui agora, tendo acesso a impressões sensoriais que possuem uma qualidade fenomênica (os "qualia", a qualidade branca neste branco, etc.), tendo acesso a memórias que são sempre relativas às experiências minhas, tendo desejos e pensamentos que parecem ter sempre uma intencionalidade, tendo uma noção de unidade de minha consciência, tendo uma noção de tempo e um terrível pavor ao representar adequadamente a minha morte.
6. O Papel da Física Quântica na Consciência
A tese que pretendemos examinar com maior cuidado não é o papel da consciência na teoria quântica, mas o papel da teoria quântica nas teorias materialistas da consciência.
Apresentarei aqui os principais argumentos em favor da tese de que a física quântica é essencial para a consciência.
a) O cérebro seria um "computador quântico". Este conceito foi bastante trabalhado pelo físico David Deutsch, que mostrou que tal computador seria mais eficiente do que um computador digital. Por seleção natural, essa vantagem computacional poderia ter favorecido um cérebro que fosse um computador quântico. O problema com este argumento é que o cérebro é muito quente para que tal computação quântica pudesse ocorrer.
b) O cérebro computaria funções não-recursivas. Computadores clássicos e quânticos só podem computar funções recursivas, mas o pensamento humano (por exemplo, a intuição matemática) extrapolaria esta limitação. Uma solução inovadora ao problema do colapso na mecânica quântica talvez solucionasse também esse problema da consciência.
O problema aqui é que não se mostrou rigorosamente que o pensamento humano é capaz de computar funções não-recursivas.
c) Um fenômeno quântico semelhante à "condensação de Bose" poderia ocorrer no cérebro. Este fenômeno é observado a baixas temperaturas, quando um grande número de partículas se comporta identicamente. Fröhlich (1968) propôs um modelo biológico deste fenômeno de "coerência" à temperatura ambiente, envolvendo moléculas dipolares. Alguns pesquisadores afirmam ter encontrado evidência de que tal fenômeno ocorreria no cérebro.
d) O cérebro seria regido por leis análogas às da mecânica quântica. Existe uma abordagem em neurociência que supõe que a convencional dinâmica do neurônio e da sinapse não é fundamental, e que as funções cerebrais podem ser descritas por um "campo dendrítico" que obedeceria a equações da teoria quântica de campos. Esta abordagem matemática foi inspirada na proposta de Karl Pribram, nos anos 60, de um modelo "holonômico" para o cérebro. O fato de leis análogas às da mecânica quântica descreverem funções cerebrais não implica que tais funções constituam um fenômeno quântico. Além disso, em tais modelos não se introduzem medições que causam colapsos, o que sugere que a descrição destes autores é meramente ondulatória.
e) A liberação de neurotransmissores é um processo probabilístico, que seria descrito apenas pela física quântica. Tal liberação, chamada de "exocitose", ocorreria com uma probabilidade relativamente baixa (de cada 5 impulsos nervosos chegando à vesícula sináptica de células piramidais do neocórtex, apenas 1 liberaria o neurotransmissor).De acordo com John Eccles, a mente (que em sua visão dualista existe independentemente do cérebro) pode alterar levemente essas probabilidades de exocitose, o que constituiria um mecanismo para a ação da mente sobre o cérebro. Rejeitamos aqui, por motivos filosóficos, esse dualismo de Eccles. Agora, se ele estiver correto e a exocitose puder ser descrita pela teoria quântica, faltaria mostrar que a mecânica quântica é necessária para descrever este fenômeno, conforme explicado na seção 4, e de que forma este fenômeno está ligado com a emergência da consciência.
f) Ao nível subneuronal ocorreria processamento de informação. Nos anos 70 descobriu-se que as células possuem uma delicada estrutura formada por "microtúbulos" de proteína, formando um "citoesqueleto". Autores citam alguma evidência experimental de que o citoesqueleto tem de fato uma função cognitiva, ligada à memória. Como tais microtúbulos são cilindros com diâmetro de apenas 25 nanometros (10-9 m), é provável que eles só possam ser adequadamente descritos pela física quântica. Resta saber se de fato o citoesqueleto tem uma função cognitiva, além de sua função estrutural e de transporte. Em um recente relato irônico a respeito deste programa de pesquisa, anunciou-se que Penrose aderiu a ele.
7) A mecânica quântica explicaria fenômenos de percepção extrasensorial. Alguns autores partem do princípio de que a consciência pode exercer influência direta sobre processos naturais, e procuram mostrar como um modelo quântico da consciência daria conta deste e de outros tipos de fenômenos. Marshall defende que a performance mental de seres humanos é alterada quando um eletroencefalograma é feito, já que este aparelho de medição estaria provocando colapsos no cérebro.

domingo, 7 de novembro de 2010

Consciência e física quântica

O que é a consciência ?

Será apenas uma denominação que tende a agrupar um conjunto de sentidos emergentes da relação da diversidade com um corpo, que se relaciona e interage com as coisas, e o mundo á sua volta.
A objetividade perde algum sentido para tudo aquilo que é subjetivo, em que encontrar a unidade, só a relacionando com nós mesmos.

Se entendermos a consciência como um derivado de um processo físico e químico, que possui seus princípios básicos de organização, leis físicas e químicas, não será difícil aceitar, que ela é um derivado de uma função, mas que na realidade não lhe pertence.

Desse modo nos custa a aceitar, que consciência seja corpo.
Em volta desta questão tão discutida, consciência – corpo, têm-se erguido vozes, umas contra, outras a favor, porque a meu ver, uns e outros, não têm levado em consideração o sentido por um corpo, e sua expressão, em face de uma forma anterior sentida.

Assim, nos é dado a observar, que a designação ¨ consciência ¨ não pertence a uma função genética / biológica, contudo podemos aceitar que possa ser dada a uma função fisiológica, como zona periférica de contato, que mediante uma relação, possa tomar sentido do mundo á sua volta.

Por isso não a podemos encontrar incorporada num sistema, mas antes fora dele, muito embora o possa influenciar.

Podemos até perceber a consciência como um sistema organizado, mas não mais, como outro qualquer que constitua um corpo, porque pura energia não é coisa concreta, embora possa influenciar a relação entre eles, a resultante será um derivado dessa relação, e não mais pertença a uma função do próprio corpo genético / biológico.

Autor – João António Fernandes - Estudo e investigação em psicanálise.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Será possível a conversão ?

A vida dos Judeus há muitos séculos atrás não foi nada fácil, perseguidos por toda a Europa, foram muitas famílias acolhidas em Portugal, onde se instalaram e refizeram suas vidas, com a promessa de se converterem á religião católica.
Eram chamados de cristãos novos, como o estigma que substituiu a estrela ao peito, mas que da mesma maneira os identificava e descriminava perante todos os outros.
Marquês de Pombal acabou com tal discriminação lá pelos anos de mil setecentos, e qualquer coisa, quando nomeado ministro em Portugal.
Uns tentam acentuar as diferenças, marcando no peito, na lei ou na carne os seres humanos que julgam merecer tamanha honra.
Outros pretendem acabar com essa forma de descriminar e diferenciar seres humanos.
Mas o que pretendo entender é se de fato é possível a conversão de gente que é diferente, quanto a aspectos formativos e religiosos ?
Os homens na sua loucura, de vez em quando tentam a exterminação de outros homens, apenas porque pensam de maneira diferente, apresentam formas de estar na vida diferenciadas que os incomodam, desta feita não recorrendo ao veneno para os ratos, mas munindo-se de armas poderosas para o efeito.
Talvez os loucos sintam que não é possível a conversão, e que só a exterminação pode acabar com a raça de uma formação, que ganhou raízes na interioridade do ser humano.
Se um louco não sabe o que faz, porque apenas funciona através dos instintos, será que os seres pensantes e intelectuais, sabem de fato definir a complexidade dos fenómenos que lhes são presentes ?
Talvez não sejamos tão loucos quanto eles, mas não nos livra de sermos de igual modo ignorantes em relação a determinados assuntos, não obstante toda a postura de seriedade.
Como explicar que possamos encontrar vestígios dessa civilização Judaica, em algumas aldeias de Portugal, mantendo-se alguns costumes, e formas próprias de se relacionarem em família, e com estranhos ?
Somos levados a considerar, que pelo menos a conversão não foi conseguida na totalidade, o que já é um mau pronuncio para aqueles que julgam que a conversão é possível.
Por outro lado é frequente a queixa daqueles que sofrendo de obsessão mental, não conseguem deixar de pensar em determinadas imagens e idéias que os atormentam, reclamando do médico o remédio milagroso que possa varrer da sua mente tais pensamentos.
É assumido pelo comum dos mortais que as imagens não podem ser apagadas, desaparecendo como por encanto, não tendo a ciência qualquer solução para o caso.
Desse modo nos é dado a observar que a conversão é um mito, ou pelo menos é uma frase inadequada para definir seja o que for.
Mas enquanto insistirmos em frases inadequadas, mesmo entre aqueles que se dedicam ao estudo e investigação das coisas da mente, estamos a oferecer á maioria das pessoas gato por lebre.
Na realidade a conversão não é possível, mas apenas a coexistência de imagens e idéias no psiquismo humano, que devido a um sentido valorativo, umas ganham mais importância para o indivíduo, que outras, que por isso tendem a ser relegadas para segundo plano.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O mal estar da civilização é cultural

A psicologia pós modernidade resvalou de vez para a neurose obsessiva, e constitui-se na própria doença do século.

Deixou de tratar sintomas, apenas os tenta aliviar, por não reconhecer o transtorno, dado que está incorporado por ele.

Reprodução do original, ou pirata será o seu modelo, a identidade ?

Incorporação de algo exterior, devido a um vazio, ou confusão de identidade ? Interessante.

A referência deixa de estar na interioridade, e posiciona-se no exterior.

Reconhece-se nos outros, e deixa de conhecer-se a si mesmo ?

Será então o finito de uma transformação, porque todos semelhantes, nada se transforma.

Não estou certo, mas talvez contrarie as leis da própria natureza, abandonando de vez o processo de humanização, desejando a todo o custo a socialização, através de uma política de condicionamento, entenda-se proibição e punição, elevando cada vez mais o ser humano a uma forma animalesca.

A culpa é da cultura. Interessante.

Já não são os homens com seus costumes e modos de estar na vida, que formam um sistema cultural, mas sim este que os tenta subjugar e formar.

A filosofia já não nasce do nada, mas de um pretenso saber.

Como as vontades mudam, de acordo com o tempo, meu Deus.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Homossexualidade feminina

A bomba estoirou, e sobrou para a escola, em que a professora mantinha relações sexuais com uma aluna de treze anos, segundo a TV Globo, com direito a quarto de hotel.

Aos homens do direito compete estudar e investigar o assunto, e decidir segundo as determinações legislativas, tentando apurar a responsabilidade das partes envolvidas, que podem merecer, ou não, a punição.

Aqueles que se dedicam ao estudo e investigação das coisas da mente, devem dar o seu testemunho acerca das implicações mentais, que tal cenário pode despertar num ser humano com treze anos.

Tecnicamente poderíamos encerrar este artigo a partir da constatação de um fato:

A referida aluna defende o seu amor pela professora publicamente, assumindo a sua homossexualidade perante os pais, a escola e a sociedade.
Perante tal afirmação, em que não existe sentimento de culpa, vergonha e constrangimento, nem a mais pequena disposição em ocultar o seu amor pela professora, em que a relação afetiva e sexual é assumida por mútuo acordo, não consigo descortinar, no plano restrito dos fenómenos psicológicos, qualquer consequência, que possa gerar um conflito no psiquismo da aluna.

Os profissionais da área sabem muito bem, que a homossexualidade, que não é assumida, embora desejada, em virtude do julgamento dos pais, amigos e da sociedade, que tende a promover a exclusão do sujeito, é aceite como sendo responsável pelo o desencadear de graves perturbações psíquicas.

Não existindo o mais leve indício de sedução, de arrependimento, do emprego da força física, e de recusa pela prática das relações afetivas e sexuais, não existe qualquer alteração, quanto ao modo de organização do psiquismo daquela moça, somos a considerar, que a sua homossexualidade já se encontrava desde há muito definida.

Tenho algum receio, que aquela aluna, uma vez submetida a tanta pressão exterior, possa vir a tornar-se paciente e transtornada, de que não podemos prever quais as consequências.

Será bom acrescentar que independente dos aspectos técnicos, a opinião pública tem seu direito a manifestar-se, muito embora suas opiniões não sejam consideradas neste artigo, dado que o autor pretende separar o campo de atribuições que cada um deve ter na análise do mesmo assunto.